Foi publicado na mídia do polo aquático, como defesa da contratação do técnico croata Goran Sablic, uma comparação com o técnico coreano de voleibol Young Wan Sohn, afirmando que o então técnico do Minas Tênis Clube foi o responsável por uma mudança de cultura esportiva, e, a implantação de ações e fundamentos defensivos.
Neste artigo foi dito pelo autor, pessoa com grande saber acadêmico, militante há anos no mundo do pólo aquático em relação ao técnico Young Wan Sohn: "Primeiro porque trouxe um conceito novo e uma metodologia de treinamento não muito convencionais em nossa cultura esportiva, e segundo porque “obrigou” os técnicos brasileiros a mostrarem de uma certa forma que eles eram melhores. Se prepararam, mudaram conceitos, trabalharam mais duro, aprenderam e hoje estão aí entre os melhores e mais conceituados do mundo ."
Infelizmente este blog, que não entende nada de polo aquático, mas pode afirmar com base em sua vivência na época e com a pesquisa feita, que em termos de mudança de treinamentos, postura e etc, o técnico nada acrescentou à escola brasileira de voleibol. Sua metodologia de treinamento era baseada essencialmente no aspecto psicológico.
E a escola brasileira de voleibol é baseada em treinamento exaustivo dos fundamentos do voleibol (saque, "cortada", etc), parecido com o pensamento do nosso técnico que exige natação e chutes à gol (fundamentos do polo aquático)
A seleção masculina de vôlei ganhou a primeira medalha de ouro brasileira para um esporte coletivo brasileiro nos Jogos de Barcelona, em 1992. Oito depois da conquista da medalha de prata em Los Angeles, o "dream team" do Brasil encantou o mundo com muita garra e dedicação. A medalha, dedicada ao povo brasileiro, foi a prova da união da equipe sob o comando de José Roberto Freitas. A história do vôlei masculino nacional, porém, foi tão gloriosa quanto conturbada.
A primeira vitória internacional aconteceu em 1981 na Copa do Mundo do Japão. A equipe, orientada pelo técnico Bebeto de Freitas, conquistou o terceiro lugar e revelou nomes como William, Xandó, Renan e Bernard. Em 1982, esta mesma equipe ganhou o Mundialito do Rio e também a medalha de prata no Mundial da Argentina. No ano seguinte, os "meninos de ouro" venceram o Pan-Americano de Caracas.
O técnico coreano chegou ao Brasil, após o Mundial da Argentina de 1982, em que levou a equipe da casa ao terceiro lugar. Mas o Brasil já detinha três excelentes colocações. conforme demonstrado acima. Portanto e devemos ressaltar que ele foi realmente tricampeão brasileiro em 1984, 1985 e 1986, sendo que ganhou todas as três vezes fora de casa, ressaltando a sua grande qualidade de técnico que esclareceremos oportunamente neste artigo.
A Olímpiada de Los Angeles marcou a consagração do grupo, mas também revelou alguns problemas de fundamentos. Os famosos saques "Jornada nas Estrelas", de Bernard, e "Viagem ao Fundo do Mar", de Montanaro, não foram suficientes para derrotar a técnica e a torcida dos EUA. O resultado de 3 x 0, garantiu o ouro para os anfitriões.
Após a final olímpica, José Carlos Brunoro assumiu a seleção. Nos dois anos seguintes, o Brasil não se destacou em nenhum dos Mundiais. No ínicio de 87, durante o Pré-Olímpico de Brasília, Brunoro deixou o cargo e foi substituído pelo sul-coreano Young Wan Sohn. O time conseguiu ganhar a medalha de bronze no Pan-Americano de Indianápolis. No ínicio de 1988, uma nova crise abala a seleção. Os jogadores redigiram "o manifesto de Miami", pedindo a demissão do treinador. Sohn foi mantido no cargo e cortou as principais estrelas da equipe.
A saída do técnico coreano foi baseado em diversos fatores: Falta de diálogo com os jogadores e demais membros da comissão técnica, e principalmente sua grande preocupação e talvez a "melhor técnica que possuia", e que devemos ressaltar foi responsável pelo tricampeonato brasileiro do Minas Tênis Clube, o trabalho psicológico nos jogadores.
Transcrevemos as opiniões de técnicos e jogadores daquela época:
Técnico Bebeto de Freitas: "Minha maior frustração foi em 1988, na Olimpíada de Seul. Fui chamado para treinar a seleção 35 dias antes do primeiro jogo, depois que o técnico coreano chamado pela CBV (Young Wan Sohn) já tinha brigado com todos os grandes jogadores. Chamei o Bernardinho pra ser meu auxiliar e trouxemos de volta o William, Xandó, Montanaro, Amauri e Renan. Mesmo com pouco tempo para treinar, chegamos em quarto. Aquela foi a melhor seleção da década de 80, mas o Brasil jogou fora pela incoerência de chamar um técnico que não tinha qualquer conhecimento das pessoas envolvidas com o vôlei brasileiro. "
Ex-jogador Amauri: "Ele deixava a gente batendo bola e ia fumar."
Os resultados desapontando a torcida e Bebeto reassumiu o cargo. Nas Olimpíadas de Seul, em 88, e no Mundial do Rio, em 90, o time brasileiro obteve quartos lugares. Cinco meses antes da competição em Barcelona, José Roberto de Freitas começa a preparação dos atletas, que definitivamente consagraria o vôlei masculino brasileiro com um dos melhores do mundo.
E o incrível é que nas Olimpíadas de Seul, perdemos a medalha de bronze justamente para a Argentina, já sem o comando de Young Wan Sohn.
Seleção Brasileira de 1984: Amauri, Badalhoca, Bernard, Bernadinho, Domingos Maracanã, Fernandão, Montanaro, Marcus Vinícius, Xandó, Renan, Ruy, William.
Seleção Brasileira de 1992: Maurício, Carlão, Marcelo Negrão, Giovane, Paulão, Jorge Édson, Amauri, Janelson, Talmo, Tande, Pampa, Douglas.
Portanto este blog solicita ao nosso técnico Goran Sablic, que continue treinando e comandando conforme ele acha correto e certo.
Quanto aos técnicos brasileiros deveriam se manifestar em relação ao que afirmou o articulista: " Se prepararam, mudaram conceitos, trabalharam mais duro, aprenderam e hoje estão aí entre os melhores e mais conceituados do mundo."