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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Verba de R$ 1,8 milhão separa Brasil da 'Champions League' do polo aquático

Na preparação para os Jogos Olímpicos de 2016, a seleção brasileira masculina de polo aquático conseguiu algo quase impossível. A equipe foi informada que foi aceita como convidada para disputar a Liga Adriática da temporada 2015-2016.
O torneio, que mistura pontos corridos e mata-mata em sua fórmula de disputa, é um dos interclubes mais badalados da Europa e reúne times de países com tradição no esporte, como Croácia, Sérvia, Montenegro e Eslovênia. Basicamente, é como se a seleção brasileira de Dunga tivesse sido aceita como convidada para participar da Uefa Champions League. Um treino de luxo para uma competição maior.
Para confirmar a participação, entretanto, falta uma verba de R$ 1,8 milhão.
O montante serve para custear passagens aéreas, hospedagem, diárias, alimentação, seguro saúde e deslocamentos entre cidades - e países - para os jogos, além da taxa de participação. São seis meses de torneio, de outubro de 2015 a março de 2016, com um recesso de duas semanas para o Natal e o Ano Novo.
"Não posso garantir que vamos participar, mas tem uma grande possibilidade. Fomos aceitos, queremos e vamos correr atrás. O COB viu com bons olhos a participação", afirmou Ricardo Cabral, coordenador técnico de polo aquático da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), ao ESPN.com.br.
O dirigente vê a participação no torneio como um projeto ousado e que seria a grande cereja do bolo na preparação para a Olimpíada. Estima que a seleção participaria de ao menos 50 jogos, entre partidas oficiais e jogos-treino, fora a possibilidade de ter contato com seleções de ponta.
Getty
Ratko Rudic, técnico da seleção brasileira, durante os Jogos Olímpicos de 2012
Ratko Rudic, técnico da seleção brasileira, durante os Jogos Olímpicos de 2012
O maior entrave é arranjar recursos sem atrapalhar ações já planejadas. A equipe tem uma série de treinos internacionais marcados para 2016. Porém, caso não consiga levantar o dinheiro, a solução será alocar recursos de um projeto para o outro.
"Caso a gente não consiga levantar o recurso todo, algumas ações que fariam parte do treinamento em 2016, como treinos no exterior, eu não faria mais. Eu remanejaria estes recursos. Precisamos do dinheiro o mais rápido possível. Existe uma vontade muito grande de ir. O polo aquático é um esporte europeu. Os países da Cortina de Ferro, mais Itália e Espanha, formam um clube fechado. E a única maneira de entrar neste clube é estando lá com eles ", explicou Cabral.
Técnico croata usou contatos para garantir Brasil na Liga Adriática
A confirmação na Liga Adriática fecharia um primeiro ano de ouro do trabalho do técnico croata Ratko Rudic. Treinador mais vitorioso do esporte e tetracampeão olímpico, - venceu os Jogos comandando a Iugoslávia em 1984 e 1988, a Itália em 1992 e a Croácia em 2012 - ele chegou no começo de 2014 para desenvolver a modalidade. Modificou o sistema de treinos, com uma atenção especial à parte física, e levou a equipe para realizar atividades no exterior.
Na parte de planejamento, usou seus contatos e influência para garantir que o Brasil tivesse seu pedido de participar da Liga Adriática aceito pelos organizadores da competição. A missão parecia espinhosa: os Estados Unidos tentaram por vários anos participar do torneio, mas nunca foram aceitos. Rudic conseguiu.
O próprio treinador, aliás, foi atrás de cidades croatas dispostas a hospedarem a equipe durante a liga. Duas, com a estrutura mínima necessária para treinos, toparam. Uma delas é Zadar, cidade do litoral localizada a 285km da capital Zagreb e bem procurada por turistas.
"Rudic foi a melhor aquisição em termos de desenvolvimento para o esporte. A gente começa entender como ele conquistou medalha olímpica. Não sei se ele é muito chato porque ele é bom, ou se ele é bom e por isso é muito chato. É bem detalhista, é quase um regime militar com ele. O resultado aparece. Ele está gostando daqui. Ele está virando brasileiro", concluiu Cabral.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A última participação do Polo Aquático Brasileiro em Jogos Olímpicos

Hoje no SPORTV NEWS, após o Bem Amigos, reportagem sobre a última participação do Polo Aquático em Jogos Olimpicos, 1984. Um grande abraço a todos que participaram daquele sonho. Recordar é VIVER.

 
Hoje no SPORTV NEWS, após o Bem Amigos, reportagem sobre a última participação do Polo Aquático em Jogos Olimpicos, 1984. Um grande abraço a todos que participaram daquele sonho. Recordar é VIVER.
 
 
 
Para os amigos de 84......... segue.........

 

domingo, 10 de março de 2013

Los Angeles quer de novo os Jogos Olímpicos

Los Angeles notificou formalmente o Comitê Olímpico dos Estados Unidos de sua participação na licitação para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2024.
 
Bom para o Brasil, que talvez volte em 2024 a disputar as Olimpíadas depois do Rio de Janeiro

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Voce conhece um esporte que acontece a mesma situação?


Ginasta só recebe argola no fim do ciclo

2012 Aparelho como o de Londres chegou a Arthur Zanetti há 3 meses

RODRIGO MATTOS
Folha de São Paulo de 23 de julho de 2012
ENVIADO ESPECIAL A LONDRES

Maior candidato da ginástica brasileira a conquistar medalha em Londres, Arthur Zanetti treina com argolas iguais às que serão usadas na Olimpíada há só três meses.
Recebeu o aparelho do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) após um pedido de seu técnico, Marcos Goto. Segundo ele, ajudaria se o aparelho tivesse chegado antes.
Não faltou dinheiro. Em 2010 e 2011, a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) recebeu R$ 7,214 milhões do governo federal para comprar equipamentos de ginástica.
"Até agora não chegou nada para a gente", disse Goto, que lembrou que o material do esporte "é muito caro".
A CBG contribui para Zanetti com o empréstimo de um tablado de solo para o ginásio do Serc Santa Maria, seu clube em São Caetano.
"Não tinha o tablado até o Zanetti conseguir o primeiro bom resultado no solo. Eu peço, mas tem a burocracia no país", observou Goto.
Até o início do ano, as argolas usadas pelo ginasta não eram iguais às olímpicas, mas eram equipamentos de bom nível internacional. Foram bancadas pelo Serc e pela associação de pais do clube.
O atleta também usou argolas feitas pelo seu pai, Arquimedes, que é serralheiro.
O aparelho de nível olímpico chegou quando Zanetti foi incluído no Time Brasil, projeto do COB para a elite dos esportistas nacionais.
Para Goto, no Brasil, atleta só consegue apoio quando chega ao topo. Antes, ele treinou o ginasta desde 1998 com o que havia disponível no clube. Assim, Zanetti foi vice-campeão mundial em 2011.
Com essas condições e resultados, Goto admitiu que o pupilo é uma flor no deserto.
"A aparelhagem que eu usava no início era de terceira linha. Há uns sete ou oito anos, começaram a mudar os aparelhos", contou Zanetti.
Mas ele sempre teve acompanhamento de um psicólogo e uma nutricionista.
Hoje, além dos equipamentos novos, o ginasta é submetido a exames bioquímicos e avaliações do equilíbrio do corpo feitos pelo COB.
Sem querer falar em medalha, o ginasta acredita que um bom desempenho em Londres-2012 pode incrementar a realidade do esporte.
"Alcançando bons resultados, beneficia-se toda a ginástica", afirmou Zanetti. "Antes, a ginástica masculina contava só com um atleta. Agora, são três. Em 2016, poderemos ter uma equipe."
Na visão de seu treinador, a meta de desenvolver uma equipe é plausível. Porém
Goto não acredita que há chance de transformar o Brasil numa potência da modalidade em quatro anos. "Leva muito mais tempo para formar um atleta desses."
A reportagem da Folha tentou sem sucesso contatar representantes da CBG.

Basquete muda gestão e volta a atrair público e patrocínio

Szpiro, diretor do Flamengo: "A gente precisava se unir e criar coisas novas"
O ano de 2008 pode ser lembrado como aquele em que o banco americano Lehman Brothers faliu, aprofundando a crise econômica nos Estados Unidos e jogando o mundo em gravíssima recessão. Mas 2008 também marcou o início de uma reviravolta no basquete brasileiro, que enfrentava, havia anos, sua própria crise, perdendo público e patrocinadores. Decididos a mudar a gestão do esporte no país, 16 clubes de basquete fundaram a Liga Nacional de Basquete (LNB) e criaram o Novo Basquete Brasil (NBB), o campeonato mais importante do país.
O símbolo dessa mudança, iniciada há três anos e meio e que trouxe de volta ao basquete masculino patrocínios e torcedores, é a participação do Brasil na Olimpíada deste ano, em Londres. O país estava fora dos Jogos Olímpicos desde 1994. E há chances reais de conquistar uma medalha - no sábado o Brasil venceu a China por 98 a 59 pontos. Hoje enfrenta a Espanha.
Até 2008, os torneios de basquete ficavam sob a coordenação da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), mas os clubes queriam independência para discutir questões financeiras, de infraestrutura, transporte, ingresso e patrocínio. "Era um movimento mais que maduro na cabeça dos dirigentes: a gente precisava se unir e criar coisas novas", diz Arnaldo Szpiro, diretor de basquete do Flamengo e um dos membros do conselho de administração da LNB.
Diretores de clubes de Minas Gerais, Brasília e Rio de Janeiro decidiram procurar as equipes de São Paulo, que eram as mais fortes do país. "Existia uma cisão de São Paulo, que queria fazer uma liga só do Estado", lembra Szpiro. "Tivemos que lavar muita roupa suja para hoje ter essa visão de que os clubes sozinhos não são nada."
Sem plano de negócios, mas com ideias, os diretores dos clubes foram procurar a Rede Globo, que já transmitia o Campeonato Brasileiro de Basquete, organizado pela confederação. Em quatro meses surgiu o produto NBB, que substituiu o antigo campeonato, com a chancela da confederação. Assim, o novo campeonato (NBB), classifica o Brasil para disputar torneios internacionais.
Acordo fechado, a Rede Globo assumiu, no fim de 2008 os direitos comerciais, o licenciamento e a transmissão do NBB. Na última temporada (novembro de 2001 a junho de 2012), a Globo transmitiu dois jogos na TV aberta e todos no canal pago SporTV. A Globo Marcas entrou no projeto para "aproximar o público em geral do universo do basquete e da TV" e desde janeiro de 2011 já licenciou produtos voltados para a torcida como camisas, shorts, tênis, relógios, canecas e bonés, informou a Central Globo de Comunicação.
Com o apoio da confederação, a Liga assumiu a gestão de seus torneios masculinos. Em 2010 foi criada a Liga de Basquete Feminino, também independente e chancelada pela CBB, mas não alcançou o status da LNB. A confederação continua a gerir outros campeonatos, como os de base, e as seleções.
"É como se o Clube dos 13 do futebol tivesse dado certo", compara Sérgio Domenici, gerente executivo da LNB, referindo-se ao grupo que defendia os interesses dos principais clubes de futebol do Brasil, desfeito em 2011. No basquete, o direito pela transmissão dos jogos, por exemplo, é negociado pela Liga, e não com cada clube, como no futebol. O contrato com a Rede Globo, segundo Szpiro, vai até 2018.
Para um clube ser aceito na LNB precisa ter contratos de patrocínio e aceitar uma vistoria na infraestrutura. O orçamento mínimo anual para participar do NBB é de R$ 1 milhão, sendo R$ 200 mil gastos em infraestrutura (transporte e alojamento das equipes). O resto, diz Domenici, é folha de pagamento. A maior parte dos gastos é coberta por patrocínio, mas há casos em que o próprio clube cobre despesas (salário de técnico ou viagens do time). Há equipes com orçamento superior a R$ 6 milhões.
A Liga conta atualmente com 20 clubes associados, e 19 devem participar da nova temporada do NBB, diz Domenici. Os times podem se licenciar do campeonato por até dois anos consecutivos. Ele diz que o nível das equipes é bom, o que faz a competição ser acirrada e atrair audiência. "No penúltimo campeonato, seis equipes tinham chance [de ficar em primeiro lugar]; no último, eram quatro."
Depois do NBB, a Liga já lançou dois produtos: basquete para jovens e um torneio interligas, entre Brasil e Argentina, com quatro times de cada país.

Este blog, não vai fazer nenhum comentário, nem comparação com o que acontece com os esportes aquáticos e especialmente o polo aquático, que a partir de setembro de 2012, terá sua Liga gerida pelos mesmos que estão há mais de 20 anos no poder. Que com certeza terá nenhuma visibilidade, como sempre. Sim vai ter visibilidade o último jogo em dezembro sendo transmitido com certeza por volta de meio dia.

O que mais enriquece o que aconteceu com o basquetebol, é que eles os dirigentes reconheceram os erros cometidos e o esporte tinha chegado ao fundo do poço literalmente.
Mas não é o caso do polo aquático, que está sempre bem conduzido, inclusive com inúmeros amantes-polo acreditando nisso para manter seus sustentos. 


domingo, 5 de agosto de 2012

Do blog do José Cruz

O blog do José Cruz fez uma postagem sobre o título: Atletismo também fracassa apesar do orcamento de R$ 26-milhoes.

E um dos comentários que abaixo reproduzimos, fala a respeito da CBDA com a devida resposta do jornalista José Cruz:

MMCarlos

4 horas atrás
Eu acho que um dos grandes problemas do desporto nacional se encontra nos presidentes eternos das confederações. O Coaracy Nunes da CBDA, por exemplo, está há quantos anos dirigindo os desportos aquáticos? O que foi feito de positivo para melhorar esses esportes? Há quantos olimpiadas o polo aquatico não se classifica? Qual a renovação dos saltos ornamentais? E porque as mulheres da natação não estão bem? E o nado sincronizado?
  1. Jcruzz

    3 horas atrás
    Coaracy está ha´24 anos no poder. Nos Jogos de 2000 fiz uma entrevista com ele, em Sydney, quando me afirmou que em 2004 deixaria o cargo. Disse isso ao lado do Gustavo Borges, q admitiu ser candidato... Há 12 anos... E vai a 2016, acredite. Abraço, bom domingo e bons Jogos. A maratona tá rolando na SporTV.

Como Canetti dizia

O professor e técnico do Clube de Regatas do Flamengo Antonio Canetti sempre fala, de como é o início do polo aquático americano:"Geralmente através de festivais infantis em que há o envolvimento de toda a família do atleta mirim". Abaixo relato/reportagem de Elio Gaspari sobre a nova sensação da ginastica olímpica americana e medalha de ouro em Londres 2012:

" GABY E SARAH, ESPORTE E A VONTADE
Quem tiver algum tempo para perder num domingo, sapeie a história de Gabby Douglas, a ginasta americana de 16 anos que arrastou as medalhas de ouro da ginástica feminina.
Atrás daquele sorriso de Michelle Obama há a história emocionante de uma menina que saiu de casa na Virginia aos 14 anos e foi morar com uma família do Iowa para poder treinar com o técnico chinês Liang Chow.
Quem viu "Karatê Kid" ou "Karatê Girl" emocionou-se com ficção. Gabby fez melhor, na vida real, sem violência. Ela foi a primeira negra a levar para casa o ouro da ginástica e a primeira americana a ganhar nas provas individual e de equipe.
Com três irmãs criadas por uma mãe divorciada, sua vontade de ferro levou-a para um fim de mundo, onde foi recebida pela família de um pequeno empresário onde já havia quatro crianças. A mãe e a protetora de Gabby torceram juntas em Londres, uma negra, outra loura como uma ginasta russa. Quando embarcou, seu único patrocinador era Procter & Gamble.
Agora terá quantos quiser.
Enquanto as ginastas de Estados fortes (Rússia, China e Romênia) são amparadas e controladas por máquinas que buscam propaganda para os governos, Gabby saiu da tessitura da sociedade: vontade, independência e sentido de comunidade. Isso para não se falar da religiosidade da menina.
A marca dessa sociedade está também na história do técnico Liang Chow. Ele foi um premiado ginasta na China e em 1990 aceitou uma bolsa para estudar inglês e trabalhar como instrutor na Universidade do Iowa.
Abriu o Instituto Chow de Dança e Ginástica em Des Moines (menor que Teresina) e tem três ginastas na equipe nacional de juniors.
Para atrair clientela, oferece festas de aniversário com uma hora de exercícios e 30 minutos de cantoria e brincadeiras. As famílias levam os doces.
Exemplos como esses ensinam que o Brasil vai melhor do que se pensa. Sarah Menezes, que levou o ouro no judô, tem o mesmo jeitão de Gabby. Começou treinando no Sesc Ilhotas, com Expedito Falcão. Ele hoje tem sua própria academia.
Há lotes de cartolas do comissariado esportivo federal em Londres, mas nenhum visitou o Sesc Ilhotas, assim como não tiveram tempo para ir à inauguração do centro de treinamento que a BM&F Bovespa construiu em São Caetano do Sul. Não fizeram falta. Os atletas foram."

O milagre sul-coreano no esporte

A Coreia do Sul era um país muito mais pobre do que o Brasil em 1966, quando construiu o seu primeiro centro de treinamento olímpico, que hoje abriga 21 modalidades

Até aquela data, o país asiático tinha míseras nove medalhas olímpicas, duas a menos do que o Brasil na mesma época.
Hoje, os sul-coreanos têm 232 medalhas, e os brasileiros apenas 97.
Em Londres, enquanto o Brasil só cai no quadro geral, os sul-coreanos terminaram o oitavo dia na quarta colocação geral.
Mais impressionante foi a evolução do país, hoje um dos mais desenvolvidos do mundo, na Olimpíada de inverno.
Em 1966, quando criou seu primeiro centro de treinamento, a Coreia do Sul nunca havia ido ao pódio. Na última edição, em Vancouver, há dois anos, foi a quinta colocada no quadro geral de medalhas.
É verdade que o tigre asiático se especializou em ganhar medalhas em modalidades pouco populares, como tiro com arco e esgrima. Mas o país também é competitivo em esportes coletivos e, em Londres, ganhou duas pratas na nobre natação.
A evolução sul-coreana não tem nada de milagre. Enquanto o Brasil continua sem um verdadeiro centro de treinamento nacional, o país asiático tem três --um até com pista de atletismo na altitude.
E investe pesado na organização de eventos.
Nos próximos seis anos, a Coreia do Sul vai sediar os Jogos Asiáticos, a Olimpíada Universitária e também os Jogos de inverno de 2018. Haja fôlego.

domingo, 29 de julho de 2012

Salto para o padrão-ouro

REPORTAGEM DA JORNALISTA FLÁVIA TAVARES PARA O JORNAL O VALOR ECONÔMICO - RIO DE JANEIRO E SÃO PAULO:


O navio "Itaquicê" aportou em Los Angeles naquele 1932 com 82 orgulhosos atletas brasileiros, 81 rapazes e uma moça, que representariam o país na Olimpíada. O brilho em seus rostos era produto do suor que brotou da venda que foram obrigados a fazer, nas paradas do navio ao longo de um mês de jornada, de parte das 55 mil sacas de café embarcadas no cargueiro. O lucro serviria para custear sua ida aos Estados Unidos, no contexto do pós-crash de 1929. Quem não tinha habilidades financeiras não desembarcou. Apenas 67 deles participaram daqueles jogos.
Oito décadas depois, o Brasil está hoje em sua 21ª participação nos Jogos Olímpicos, agora em Londres. Os 258 atletas que daqui partiram não tiveram de negociar commodities para financiar sua performance. O que não os torna menos mercadores de si mesmos. Do entusiasmo com a brincadeira de pega-pega no pátio da escola ao alto rendimento de um índice olímpico, os brasileiros que escolhem a carreira de atleta ainda precisam de muito talento para obter, manter e fazer render o dinheiro destinado ao esporte.
"O esporte evolui constantemente. Mas falta ao Brasil decidir o que quer, elaborar uma política pública nacional para o esporte", diz Paula Gonçalves, a Magic Paula, ex-integrante da seleção brasileira de basquete, hoje diretora-executiva do projeto Esporte e Cidadania da Petrobras, que gerencia o patrocínio da estatal para cinco modalidades olímpicas. Enquanto essa política não vem, a construção da carreira de atleta depende de um fluxo de responsabilidades, comandos e investimentos. Aos papéis do atleta, que são treinar, competir e, preferencialmente, ganhar, somam-se os de diversas esferas. As escolas, com seus professores de educação física e a tarefa de despertar o prazer do jogo; as universidades, que em muitos países completam a formação do desportista; os clubes, ambiente onde esses potenciais se desenvolvem; as federações e confederações, que lidam com o profissional já lapidado; e os patrocinadores, estatais ou privados, que bancam tudo isso.
Se, por um lado, o esporte brasileiro nunca teve tanto dinheiro, por outro, em alguns pontos dessa corrente há lacunas que ainda impedem que o país seja uma potência olímpica e seus atletas, profissionais completos. Além disso, por ter um perfil piramidal, em que poucos chegam ao topo, a carreira de atleta deixa pelo caminho uma multidão sem acesso ao maior filão dos recursos. Há, porém, um marco fundamental, que começou a mudar as perspectivas do esporte brasileiro: a lei 10.264, de 2001, que estabelece que 2% da arrecadação bruta de todas as loterias federais do país sejam repassados ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que fica com 85%, e ao Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), destino do restante. Em 2012, o COB estima em R$ 145 milhões a parte que lhe caberá, nos termos da lei.
O repasse desses recursos para as confederações de esportes olímpicos depende de uma série de critérios, entre eles, o desempenho do Brasil nas diferentes áreas - as modalidades com maior destaque recebem mais dinheiro. "É uma questão de planejamento. As confederações mais bem estruturadas, que têm melhores resultados, gestão e um plano bem traçado para manter e aumentar esse sucesso, são nosso foco", explica Marcus Vinicius Freire, ex-jogador de vôlei da seleção de prata de 1984 e atual superintendente executivo de esportes do COB. Assim, o atletismo, o vôlei e os esportes aquáticos, por exemplo, devem receber R$ 3,2 milhões cada neste ano. E o levantamento de peso e o tiro com arco, R$ 1,3 milhão. Cabe a cada confederação definir como esse dinheiro será usado, a partir de um plano quadrienal apresentado ao COB. "Essa grana vai, principalmente, para a organização de campeonatos e para a equipe olímpica. E os outros milhares de atletas que praticam o esporte, como ficam?", pergunta Mauro Silva, presidente da Confederação Brasileira de Boxe, que recebeu R$ 2 milhões.
Mesmo quem é destinatário de uma fatia generosa do bolo reconhece que pode faltar fermento. O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Roberto Gesta, costuma usar uma frase para ilustrar as dificuldades do atletismo brasileiro: "Nem se eu tivesse R$ 300 milhões conseguiria melhores resultados. O dinheiro não vale de nada sem um investimento na base". É opinião corrente que o Brasil tarda em cuidar dos atletas mirins, da formação de desportistas, da base da pirâmide. "O legado da Copa de 2014 e da Rio 2016 tem de ser social e tem de ser o impacto nas escolas", corrobora Hortência Marcari, ex-jogadora de basquete e diretora de seleções femininas da Confederação Brasileira de Basquete (CBB).
Na Escola Municipal Silveira Sampaio, no Rio, a opção foi não esperar por soluções externas. Com abnegação, uma equipe de 12 professores de educação física treina atletinhas de 10 a 15 anos em modalidades como atletismo, levantamento de peso, futsal, tênis de mesa, handbol, basquete e vôlei. "Juntamos dinheiro para levar os alunos aos campeonatos, pagar um tênis para quem não tem, comprar o lanche. Tudo porque acreditamos que o esporte molda o caráter das crianças, desperta a liderança e a sociabilidade", diz Roberto Prata, um desses professores.
Resultado: a Silveira Sampaio é campeã dos Jogos Estudantis há 12 anos consecutivos. E já colocou atletas seus na seleção brasileira de atletismo e de levantamento de peso. "Foi aqui que eu recebi todo meu treinamento, virei um profissional graças à dedicação desses professores", conta Douglas Santos Costa, de 22 anos, hoje levantador de peso da seleção. Os alunos que se destacam no atletismo na escola são direcionados para a equipe do projeto Lançar-se para o Futuro, patrocinado pela Brasil Foods, e comandado pelo treinador Paulo Servo, ex-professor da Silveira Sampaio. Mas a escola praticamente não tem apoio. Para tentar conquistar patrocínios e escapar da burocracia por ser uma escola pública, os professores criaram uma ONG, a Cia. Cadê. Ainda sem sucesso.
Iniciativas isoladas como essa podem não ser suficientes. O próprio COB reconhece que talvez falte tempo para alimentar o fluxo de novos atletas em todas as modalidades olímpicas até 2016. Embora 10% dos recursos da lei 10.264 sejam voltados para o esporte educacional, que inclui a organização de olimpíadas escolares e universitárias e a mobilização de 2 milhões de crianças por ano, o comitê considera que seu papel seja o de lidar com os atletas de ponta e não necessariamente com sua formação. "Estamos centrados em tornar o Brasil uma das dez potências olímpicas e ganhar entre 24 e 32 medalhas até 2016. Para isso, precisamos nos concentrar no alto rendimento dos esportes em que já temos tradição e nos que temos potencial de medalhas", diz Marcus Vinicius Freire. Assim, os gastos do COB com o alto rendimento no quadriênio olímpico de 2005 a 2008 foram de US$ 250 milhões. De 2009 a 2012, devem ser de US$ 350 milhões, e de 2013 a 2016, de US$ 770 milhões. "Mas a base é responsabilidade do governo e dos clubes", acrescenta.
O Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo, vem chamando para si essa tarefa. Além de procurar talentos entre os associados, estabeleceu uma parceria com os 44 Centros Educacionais Unificados (CEUs) de São Paulo, por meio do projeto Brincando de Atletismo, desde 2008, para capacitar professores da rede pública e treinar crianças de 8 a 12 anos. Um evento em dezembro de cada ano celebra a iniciativa - em 2011, 150 crianças de seis CEUs competiram entre si. E em 2012 a parceria se expandiu, com a Prefeitura de Jundiaí. "Queremos ter 400 alunos competindo em dezembro deste ano. Se conseguirmos tirar daí um atleta olímpico, já teremos cumprido nossa missão", diz o treinador Cláudio Castilho, supervisor técnico de atletismo competitivo do Pinheiros.
Paralelamente à formação, o clube investe nos atletas de ponta das 16 modalidades olímpicas que abriga. Desde 2003, traçou planos para voltar à elite do atletismo, por exemplo. Naquele ano, o Pinheiros estava em 29º lugar no ranking do Troféu Brasil, principal competição do atletismo brasileiro. Agora, é vice-campeão pelo terceiro ano consecutivo, perdendo apenas para a equipe BMF&Bovespa, há dez no topo. Os melhores resultados também atraíram patrocinadores e, assim, o dinheiro do clube, que é uma entidade não lucrativa, passou a chegar cada vez mais ao atleta. "Hoje, o atleta bom e excelente vive do esporte, está profissionalizado. O mercado também se abriu para treinadores estrangeiros, capacita melhor os brasileiros e os atletas têm acesso à tecnologia de ponta do esporte", diz Castilho. "Mas ainda falta muito. O discurso do COB não condiz com a prática, o planejamento estratégico deles não chega a nós e o esporte vive um eterno recomeçar, vive de glórias isoladas."
Com a ajuda de outro marco no fluxo de investimentos no esporte - a Lei de Incentivo ao Esporte, de 2007, que permite que as empresas destinem 1% do imposto de renda a projetos esportivos -, o clube conseguiu aprovar R$ 72 milhões em projetos de suas modalidades e já captou R$ 37 milhões. Além disso, conta com os patrocínios da Sabesp, Bradesco, 3M, Asics, Sky e Banco Espírito Santo. "Nem todo esse dinheiro precisa chegar às mãos dos nossos 2,9 mil atletas, mas sim à estrutura que os cerca", explica Suzana Pasternak, ex-esgrimista e assessora para gestão de recursos ao esporte do clube. Essa estrutura inclui nutricionistas, endocrinologistas, psicólogos, softwares de medição de desempenho, 52 mil metros quadrados de quadras esportivas e duas piscinas olímpicas. "O atleta precisa se concentrar no esporte, não pode estar permanentemente preocupado com recursos, com burocracias", afirma Paula. "Ter esse apoio todo permite que a performance seja o foco."
É pensando nisso que tanto sua diretoria, que cuida dos recursos da Petrobras, quanto as do Pinheiros, do Minas Clube, do Flamengo, pioneiros na gestão esportiva no Brasil, tentam deixar um legado, um formato de administração do dinheiro que chega ao esporte, para que também beneficie a ponta da corrente, o atleta, em forma de salário e estrutura. Em seu escritório em São Paulo, a equipe de Paula gerenciou em 2011 quase R$ 15 milhões da Petrobras. Para isso, criou fluxogramas de 15 procedimentos diferentes, que acompanham a preparação do atleta de alto nível nas competições nacionais e internacionais - contratação de treinadores, viagens, compra de material etc. "Queremos criar um modelo completo, porque cada trâmite é muito dinâmico. Temos que prestar contas precisas ao patrocinador e ao Ministério do Esporte, mas também temos de atender às demandas do atleta, que mudam constantemente, por causa de lesões ou de provas que surgem ao longo do ano", afirma Paula.
Com processos mais bem acabados, as empresas tendem a se sentir à vontade para investir. O presidente da CBAt, Roberto Gesta, dá a dimensão de como essa mentalidade tem evoluído. Conta que, em uma competição em Manaus, em 1987, conversando com um amigo que era diretor da Coca-Cola, pediu permissão para colocar o logotipo da marca nas pistas de corrida, sem que a empresa tivesse de gastar nada. Era uma forma de mostrar ao mundo que uma multinacional se interessava pelo esporte. Funcionou. Um mês depois, o atletismo brasileiro conquistava seu primeiro patrocínio, do Açúcar União.
Hoje, a atração de corporações dispensa truques como esse. A própria Coca-Cola é uma das que bancam diversas iniciativas. "Queremos vincular nosso nome aos temas relevantes para o público, especialmente o adolescente, que são a música e o esporte. Por isso, temos um histórico de parcerias com a Copa e a Olimpíada", diz Michel Davidovich, diretor geral da Coca-Cola para a Copa 2014 e a Rio 2016.
A bebida esportiva da Coca-Cola, a Powerade, também patrocina uma equipe de dez jovens talentos do atletismo e criou o Powerade Team, com pretensões de emplacar alguns deles já nas equipes de 2016. Uma dessas atletas é Tamara de Souza, de 18 anos, campeã juvenil sul-americana de heptatlo, 6ª melhor do mundo no ranking juvenil e 23ª melhor do mundo no adulto. Seu interesse pelo esporte começou ainda quando menina, na Cidade de Deus, no Rio, pelo futebol, mas "só chutava o chão". Aos poucos, foi migrando para o salto em distância e, enfim, para o heptatlo. Hoje, conta com uma equipe composta de treinadora, nutricionista, fisioterapeuta, médico e psicólogo para desenvolver seu potencial. "Com tudo isso, posso sonhar em beliscar uma medalha em 2016", diz a garota.
O dinheiro público, porém, ainda é o energético mais abundante. Se é fato que o Estado se tornou o principal financiador do esporte de alto rendimento, também está claro que não há uma política de alcance nacional estabelecida para o desenvolvimento do esporte no país.
O que há é o patrocínio das estatais. Hoje, oito empresas financiam 22 modalidades: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras, Infraero, Correios, Eletrobras, BNDES, Casa da Moeda. Os Correios têm contratos com os esportes aquáticos e o tênis, nos quais investiu, entre 2011 e 2012, R$ 16 milhões e R$ 5,7 milhões, respectivamente. A Caixa prevê investimentos de R$ 62,5 milhões, entre 2011 e 2012, na preparação das seleções de atletismo, ginástica, luta e de esportes paraolímpicos. A Petrobras banca, por meio do projeto Esporte e Cidadania, 110 atletas, divididos entre boxe (26), esgrima (16), levantamento de peso (20), remo (24) e taekwondo (24), com bolsas-auxílio que variam entre R$ 3,1 mil e R$ 1.250. O total do investimento deve ultrapassar os R$ 18 milhões em 2012. A estatal, que deve levar 20 atletas a Londres, mantém ainda projetos de esporte educacional e de memória do esporte.
Essa memória tem uma guardiã. A professora e psicóloga Katia Rubio, coordenadora do Centro de Estudos Socioculturais do Movimento Humano, da Universidade de São Paulo (USP), elabora, há 12 anos, um censo do esporte olímpico brasileiro, com patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Ao grupo de pesquisa, interessa entrevistar todos os atletas que foram a uma edição olímpica, mesmo que não tenham competido ou que tenham participado em modalidade de demonstração. Cerca de 700 entrevistas já foram realizadas. "Uma conclusão é que o brasileiro é formado para ir à Olimpíada, não para ganhar", diz Katia.
Por aqui, o discurso afirmativo, vencedor, é visto como arrogância. Com isso, dos 1.677 atletas que foram aos jogos, apenas 281 voltaram com medalhas - quando se desdobra o número de 91 medalhas entre os representantes de esportes coletivos. A professora diz que aquela imagem do atleta que treina descalço, nos fundos do Brasil, ainda é mais representativa do esporte nacional do que a do sucesso de um Cesar Cielo. "Nunca tivemos tanto dinheiro, mas o atleta nem sempre tem acesso a ele. Conheço casos de atletas que venderam sua casa, dormem no carro, para poder competir em alto nível, porque a verba está parada nas mãos da ONG que deveria ajudá-los", relata.
Não se transforma alguém em atleta de ponta em menos de dez anos. Por isso, o Brasil lida ainda com "as sobras" do modelo anterior à lei 10.264, acredita Katia. "A iniciação esportiva, hoje nas mãos dos clubes, não consegue estabelecer um elo com as universidades e, de uma maneira geral, o acesso aos clubes é muito restrito", diz. Ela se coloca entre os defensores de uma política de governo para o esporte. Por enquanto, o Ministério distribui dinheiro, as estatais fazem o mesmo e o COB gerencia o dinheiro da lei 10.264. Resultado: cada um aplica como quer, sem um plano integrado, com metas bem definidas. "Para 2016, contratamos a banda antes da festa. O Brasil acha que pode dar jeitinho em tudo, mas não tem como dar jeitinho em resultados, em desempenho." Em contrapartida, ela crê que deve haver uma guinada na mentalidade dos esportistas, tanto para um espírito mais vencedor quanto para uma preparação mais sólida para o pós-ápice.
Essa cabeça voltada para a vitória vem sendo moldada aos poucos - e pelo marketing. Um ídolo do esporte, hoje, deve ter, além de resultados, carisma para "se vender", principalmente nas redes sociais, e, assim, atrair patrocínio. "Orientamos nossos atletas a se comunicar de uma forma que aproxime os fãs e, a partir daí, podemos buscar mais financiadores e contratos de trabalho melhores", observa Alexandre Folhas, sócio-diretor da MVP Sports, empresa de marketing esportivo que gerencia as carreiras de atletas como Paula Pequeno, do vôlei, e Fabiana Mürer, do salto com vara.
Falta moldar melhor a cabeça do pós-ápice. Em diversas modalidades, aos 30 anos o atleta já está velho. Se aos 16 começou a ganhar algum dinheiro, o que é raro, teve 14 anos de carreira. Em muitos casos, tornou-se arrimo de família logo cedo. Não poupou. Não estudou. E, além de tudo, tem de lidar com o baque de parar de competir. "Comecei a me preparar para deixar o esporte dois anos antes", lembra Paula. "Os atletas pensam pouco na transição para outra carreira. O meu projeto, por exemplo, tem bolsa de estudos para os atletas. Se tem 15 que usam, é muito."
A opção mais comum dos que escolhem fazer um curso universitário é pela educação física ou fisioterapia. Mas ainda são poucos os que conseguem dar esse salto para uma nova profissão. O COB criou um departamento de educação pensando em ajudar esses atletas. É dividido em um programa de gestores, que inclui o curso avançado de gestão esportiva, em sua terceira edição; uma academia de treinadores, que capacita técnicos, tanto para a formação quanto para o alto rendimento; e em um programa de apoio a atletas, que contempla a transição de carreira. Este último começou em dezembro do ano passado e já conta com 11 atletas, entre eles Maurren Maggi e Daiane dos Santos, que acompanham histórias de transição bem-sucedidas e são treinados para fazer a sua própria. "O Comitê Olímpico Internacional valoriza essa iniciativa, mas não a exige. É uma medida nossa", diz Soraya Carvalho, ex-ginasta e coordenadora do departamento.
A expectativa de quem lida diariamente com o esporte no Brasil é que, aos poucos, uma nova geração de gestores seja formada. Essa pode ser uma maneira de melhorar a vida do atleta da base, já que ex-esportistas estariam no comando e olhariam com carinho para isso; do atleta de alto rendimento, cercado de gerentes competentes; e do próprio ex-atleta, que encontraria uma forma de permanecer ligado ao esporte mesmo sem competir.
"Ainda não temos diálogo no esporte. Cada um age por si. Mas já está pintando uma turma antenada, que conversa, pensa no macro, tanto de jovens atletas quanto de veteranos", diz Paula. Quem sabe, assim e com a ajuda do tempo, a única commodity com que o atleta brasileiro tenha de se preocupar seja a do ouro de suas medalhas.



Quadro De Medalhas Diz Muito Pouco.

Postagem do blog de Alberto Murray, para reflexão: 

É bom que se rememore que em Jogos Olímpicos não há país vencedor. Não é um torneio que tem um campeão geral. A Carta Olìmpica não tem uma previsão a esse respeito. O que existem são campeões olímpicos em cada modalidade. E pronto.
Quem for ao website do Comitê Olímpico Internacional encontrará a relação de medalhas por país, ranqueadas pelas de ouro. Mas isso é para mera referência. Uma maneira de informar, segundo um critério, o histórico de medalhas de cada nação.
O ranking de países por ouro conquistados tornou-se uma referência quase que universal. São poucos os meios de comunicação que não o utilizam. Porém, é errado utilizá-lo para comparar esportivamente os países. É bem capaz que o Cazaquistão, por exemplo, termine a Olimpíada com mais medalhas de ouro do que o Brasil, porque são fortes em um, dois, ou três modalidades. Mas é totalmente incorreto dizer que, no geral, o Cazaquistão é esportivamente mais forte do que o Brasil. Se fizer uma Olimpíada somente entre Cazaquistão e Brasil, com todas as modalidade em jogo, daremos uma surra de medalhas. E essa comparação é possível entre muitos outros países.
É muito melhor esportivamente um país que tenha inúmeras finais e poucas medalhas, do que outro que tenha somente duas, ou três, medalhas de ouro em uma modalidade e mais nada.
Já escrevi aqui que quadro de medalhas não necessariamente representa a realidade esportiva global de um país, para mais, ou para menos.
Para avaliar-se a capacidade esportiva de cada país após os Jogos Olímpicos, o correto é atribuir uma pontuação do primeiro ao oitavo lugares, como na Fórmula 1 e fazer os cálculos segundo esse critério.

sábado, 28 de julho de 2012

Colocação por Olimpíadas






País

OuroPrataBronze
2008Pequim1ºHungria100
2ºHolanda100
3ºEstados Unidos020
4ºSérvia001
5ºAustrália001
2004Atenas1ºItália100
2ºHungria100
3ºSérvia e Montenegro010
4ºGrécia010
5ºRússia001
6ºEstados Unidos001
2000Sydney1ºHungria100
2ºAustrália100
3ºRússia011
4ºEstados Unidos010
1996Atlanta1ºEspanha100
2ºCroácia010
3ºItália001
1992Barcelona1ºItália100
2ºEspanha010
3ºCEI001
1988Seul1ºIugoslávia100
2ºEstados Unidos010
3ºUnião Soviética001
1984Los Angeles1ºIugoslávia100
2ºEstados Unidos010
3ºAlemanha Ocidental001
1980Moscou1ºUnião Soviética100
2ºIugoslávia010
3ºHungria001
1976Montreal1ºHungria100
2ºItália010
3ºHolanda001
1972Munique1ºUnião Soviética100
2ºHungria010
3ºEstados Unidos001
1968México1ºIugoslávia100
2ºUnião Soviética010
3ºHungria001
1964Tóquio1ºHungria100
2ºIugoslávia010
3ºUnião Soviética001
1960Roma1ºItália100
2ºUnião Soviética010
3ºHungria001
1956Melbourne1ºHungria100
2ºIugoslávia010
3ºUnião Soviética001
1952Helsinque1ºHungria100
2ºIugoslávia010
3ºItália001
1948Londres1ºItália100
2ºHungria010
3ºHolanda001
1936Berlim1ºHungria100
2ºAlemanha010
3ºBélgica001
1932Los Angeles1ºHungria100
2ºAlemanha010
3ºEstados Unidos001
1928Amsterdã1ºAlemanha100
2ºHungria010
3ºFrança001
1924Paris1ºFrança100
2ºBélgica010
3ºEstados Unidos001
1920Antuérpia1ºReino Unido100
2ºBélgica010
3ºSuécia001
1912Estocolmo1ºReino Unido100
2ºSuécia010
3ºBélgica001
1908Londres1ºReino Unido100
2ºBélgica010
3ºSuécia001
1900Paris1ºReino Unido100
2ºBélgica010
3ºFrança001