"Balanço do Mundial Júnior 2009: Uma mudança na cultura do treinamento
Finalizada mais uma competição internacional e é importante fazermos considerações finais sobre o evento, principalmente, para os que não puderam estar presentes em Sibenik na Croácia, possam dimensionar na medida exata o que a mesma representou para o pólo aquático brasileiro.
Em primeiro lugar, uma constatação evidente de que a FINA acertou ao diminuir a faixa etária da competição, possibilitando um equilíbrio maior nas disputas, na medida em que separou os semi profissionais dos não profissionais do esporte.
Agora, sim, são todos, talvez com algumas exceções, garotos que não tem outra coisa a fazer a não ser estudar e treinar. A primeira tarefa, de caráter obrigatória na formação do indivíduo e a segunda, obrigatória para aqueles que tem objetivos maior no esporte relacionados ao seu desempenho.
Volto há dois anos atrás, quando em Los Alamitos - Califórnia, durante o Mundial, o técnico da Seleção Brasileira também na ocasião, Angelo Coelho, após ter que inúmeras vezes substituir atletas durante o jogo em andamento (sem tempo morto), fez a seguinte colocação: “Temos que treinar muito mais do que treinamos. Para jogar nesse nível nossos atletas tem que treinar mais” .
Passado dois anos a promessa foi cumprida. Nunca uma Seleção Brasileira treinou tanto quanto essa que participou do campeonato em Sibenik. Os atletas fizeram sessões de treinamento que chegaram a 05 horas!.(coisa inimaginável para o polo aquático brasileiro, mas muito comum em outras disciplinas aquáticas).
Durante o vôo para a Croácia, numa conexão em Munique, conversando com alguns atletas, os mesmos apesar do “sofrimento” que passaram, mostravam-se entusiasmados pelo treinamento que fizeram.
Não satisfeito, e para compensar a ausência de treinamentos internacionais, o técnico chegou a fazer 03 treinos por dia, treinando com Nova Zelândia, Africa do Sul e Hungria.
O resultado final não poderia ser diferente. Conseguimos a melhor colocação dos últimos 15 anos, e de uma forma inédita, todos os jogadores participaram dos jogos e, ainda, em determinados momentos, substituídos em grupos de seis. Em todos os jogos, conseguimos manter a qualidade de movimentação chegando ao ataque em menos de 15 segundos. Fizemos, também, um jogo histórico contra a Hungria que entrou “ mordida” pela não classificação para as finais.
Temos ainda muitas deficiências, principalmente nos fundamentos e no trabalho de pernas. Se preparem os atletas da geração 1993 por que já escutei do Angelo uma outra promessa: “ Vamos ter que treinar mais ainda. Só que dessa vez vamos ter que melhorar também nossos fundamentos, trabalho de pernas e dar uma atenção maior ao trabalho de força. Não adianta só melhorar a natação, se continuamos a errar passes e chutes”.
Concordo em gênero, número e grau. A técnica é, ainda, o grande diferencial. Esse passa também a ser o nosso grande desafio! Isso faz parte do nosso dever de casa. Treinamento internacional é muito importante e temos que tê-los., mas como diz o Angelo, “ temos que fazer o dever de casa. Isso é : muito treino!”.
Pensando nisso, os técnicos já apresentaram uma proposta de monitoramento, já a partir do próximo mês de 40 atletas que serão pré-convocados para o 93. O monitoramento será feito através de testes físicos e técnicos, o que permitirá um aproveitamento melhor dos treinamentos quando os mesmos se reunirem.
Parabéns aos atletas e a Comissão Técnica, que teve também no Tiago Almeida, um profissional incansável tanto na formação e motivação da equipe, quanto na sua vontade de aprender marcando pressão os técnicos da principais equipes, buscando sempre mais informações.
Tenham certeza de que os atletas estão trazendo de volta na bagagem, um presente muito bom para o pólo aquático brasileiro: A mudança de uma cultura de treinamento. Tenham certeza, também, de que os mesmos já deixaram de lado a cultura da lamentação e das desculpas. Que os próximos façam o mesmo.
Abraços
Ricardo Cabral
Chefe da Delegação do Brasil
Gerente de Polo Aquático da CBDA"
domingo, 30 de agosto de 2009
Balanço do Mundial Jr. pelo prof. Ricardo Cabral
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15 comentários:
Como sempre, o Sr. Ricardo Cabral aponta como problema do pólo aquático brasileiro a falta de treinamento. A falta de tecnica e de fisico dos atletas. Que beleza!!!
Em resumo, a CBDA dá boas condições aos atletas, basta os atletas deixarem de ser preguiçosos e treinarem mais como fazem os nadadores por exemplo.
CHEGA DE HIPOCRISIA!!!
Como o proprio Sr. Cabral disse, é obvio que em uma categoria mais nova as diferenças são muito menores. Os jogadores se equivalem mais justamente por serem todos mais amadores e a estrutura de treinamento influenciar menos. O que faz a diferença maior nessa categoria é a propria qualidade natural dos garotos (logicamente que o treino influencia mas ainda nao existe uma estrutura profissional que faça toda a diferença).
No entanto, se pegarmos essas mesmas seleçoes com os mesmos jogadores daqui a 2 anos veremos uma diferença grande, e se pegarmos esses mesmos jogadores com 20 ou 21 anos não vai sair nem jogo. Pode nadar 10000m, fazer perna com 200 kg e 1000 chutes por dia. TODO MUNDO SABE DISSO!!! O pólo é um esporte coletivo, diferente da ginastica, da nataçao ou remo nao adianta treinar 5 horas por dia e nao jogar em alto nivel. Nao adianta treinar 5 horas e fazer coletivo contra time fraco.
Logicamente o papel dos tecnicos e atletas é fazer o melhor possivel dentro do que se pode fazer, e por isso eles devem sim treinar e muito, agora chega de hipocrisia em dizer que é por isso que existe a diferença entre o Brasil e os europeus.
QUE CADA UM FAÇA A SUA PARTE E ASSUMA SUAS RESPONSABILIDADES. ATLETAS TREINEM MUITO(CUMPRIDO); TECNICOS COBREM OS ATLETAS(CUMPRIDO) E EXIJAM MELHORES CONDIÇOES PARA OS MESMOS UMA VEZ QUE VCS SAO PROFISSIONAOS MAS ELES NÃO GANHAM NADA(NÃO CUMPRIDO); E A CBDA QUE FAÇA QQ COISA, O MINIMO QUE SEJA, QUE TRAGA UMA SELEÇAO QUE SEJA PARA TREINAR, QQ INTERCAMBIO, QQ PLANEJAMENTO A MEDIO PRAZO PARA AJUDAR E ESTIMULÇAR ESSES NOVOS ATLETAS, POIS NINGUEM PODE TREINAR 5 HORAS POR DIA ETERNAMENTE A TROCO DE NADA E SEM PERSPECTIVA(NEM PERTO DE SER SEQUER COGITADO).
Parabens aos atletas por seus esforços e dedicação. Tudo o que voces fazem é louvavel, mas nao se iludam, vcs vao treinar cada vez mais e vao recebr cada vez menos da CBDA, pois pelo post do sr Cabral ficou obvio que a principal deficiencia na visao dele é culpa basicamente da falta de treinamento dos atletas . daqui a 4 anos qdo v cs enfrentarem esses mesmos jogadores e tomarem lavada nao vai ser por falta de estrutura e planejamento, mas sim por incompetencia de vcs. Incompetencia de vcs e de todas as demais geraçoes ja existentes, pois a CBDA faz um otimo trabalho, todos os atletas do brasil é que nunca em tempo algum se dedicaram o suficiente. Portanto, parabens aos atletas e continuem treinando porque gostam e porque querem evoluir e serem cada vez melhores, mas nao contem com o apoio de pessoas como o Sr. Cabral que vai durante toda sua carreira tirar o corpo fora de suas responsabilidades e analisar apenas as deficiencias dos atletas, mesmo que grande parte dessas deficiencia sejam geradas pelo descaso e falta de condiçoes minimas oferecidas a esses atletas.
Abraço
Marco Abreu
Obs: Não tenham duvidas que o brasil tem otimos garotos jogando e que se formassemos uma seleçao sub-15 por exemplo o resultado poderia ser ainda melhor. Só nao ver quem nao quer, quanto mais se depende de uma qualidade natural e de esforços individuaismelhor é o resultado, quanto mais se depende de estrutura, planejamento e intercambio, pior sao os resultados. Isso é Brasil, isso é CBDA, isso é Sr. Cabral.
Acho que além de se treinar pouco no Brasil, o outro problema é a falta de jogos. Nos estaduais se joga pouco pq temos poucas equipes, nacionalmente poucas datas e internacionalmente só jogamos as competições oficiais. Faltam camps, amistosos e torneios. A parte fisica é importante claro, mas na base essa molecada tem que jogar cada vez mais. Acho importante tb um investimento forte no feminino. No mundial adulto vimos que a diferênça pras potências não é muito grande. por outro lado no feminino junior vimos uma diferênça gigantesca. E falta de jogos no feminino é ainda mais gritante.
Saudações
Sérgio
Outra coisa. O sub-18 foi uma ótima ideia. Mas não deveriam acabar com o sub-20. No voleibol tem mundial de infanto até adulto. E no voleibol tem brasileiro de seleções misturado com clubes, outra ótima ideia.
É evidente a satisfação do Supervisor Ricardo Cabral com o resultado da Seleção no mundial júnior masculino e só comprova o acerto nas mudanças promovidas pela CBDA no comando de algumas seleções.A dupla Ângelo/Thiago parece em sintonia,sem disputa por poder,e isso se reflete nos resultados na piscina pois o atleta não é bobo e sabe quando há comando.Ninguém gosta de bagunça!A preocupação do Ângelo em aumentar o volume de teinamento (sem perder a qualidade)o coloca em sintonia com o a filosofia do moderno water pólo.O equilíbrio entre as partes física/técnica/tática/mental é o caminho a ser seguido por quem almeja resultados em alto nível.Assisti a todos os jogos das principais equipes femininas no mundial júnior na Rússia e todas (Rússia-Holanda-EUA)apresentaram esse equilíbrio e o que diferenciou uma da outra foi o domínio da técnica nos principais fundamentos do esporte (pernada-deslocamento-passe)além,claro,do fator habilidade individual,que sobrou à favor da Rússia.O biotipo de atleta mudou e isso parece favorecer a parte técnica de cada um,desde claro que o atleta treine de verdade naquelas horas que lhe sobram no final do dia.Parabéns aos atletas pelo excelente resultado e à Comissão Técnica,que juntou forças e conhecimento para beneficiar nosso esporte e animar mais e mais atletas a buscarem o seu melhor.E,por fim,parabéns a CBDA pelas mudanças positivas na cultura de nosso esporte,implementadas no Mundial Adulto e agora ratificadas no júnior.
Prof.José Werner (árbitro CBDA/FINA).
Primeiramente, reitero os parabéns aos atletas, comissão técnica e dirigentes. Voltar a figurar entre os 10 primeiros do Mundial Jr. foi um resultado muito importante para o polo brasileiro.
Agora, gostaria de fazer algumas considerações ao balanço realizado pelo prof. Cabral. Ñ acredito q a principal preocupação da FINA, ao passar o Mundial Jr. de sub-20 para sub-18, tenha sido o desequilíbrio existente entre as principais seleções e as outras. Acho q o q pesou mesmo foi o fato de q o sub-20 tenderia a ficar cada vez mais esvaziado com a frequente ausência dos profissionais (como Filipovic e Aleksic, da Sérvia, ambos 87 q disputaram o Mundial 85 apenas). A FINA nunca demonstrou grde preocupação com o polo fora da Europa, ñ vejo sinais de q tenha começado a se preocupar agora. Se a FINA quisesse mesmo começar a diminuir a distância entre as seleções + fortes e as outras, deveria fazer como disse o Sérgio Moraes, imitar o futebol e o vôlei e começar o intercâmbio internacional mais cedo. No mínimo, de imediato, deveria promover além do sub-18, um Mundial sub-15.
Qto ao equilíbrio maior no sub-18, é claro q qto menor a idade maior o nivelamento, contudo, nesse Mundial, o equilíbrio se deu mais na inconstância das seleções, q alternaram bons jogos com jogos ruins (o maior ex. foi a Hungria, q sofreu um apagão no 2º Q contra a Espanha e perdeu qq chance de medalha), do q no resultado final. Se olharmos bem, as 6 primeiras colocadas foram européias, e mais, as 6 de sempre: Croácia, Grécia, Sérvia, Montenegro, Espanha e Itália – só faltou a Hungria. As 2 melhores colocadas ñ européias continuaram as mesmas (Austrália e EUA). Quer dizer, se naturalmente tivemos alguns jogos mais equilibrados, na classificação final isso ñ apareceu. E o temor é q esse tênue equilíbrio tenda a desaparecer, uma vez q a Europa promove campeonatos de seleções Júnior e Juvenil, por ex., até 2013 as seleções 95 da Europa já vão ter jogado 2 Europeus (começando já ano q vem) eqto nós aqui continuaremos limitados ao PAN e ao Sulamericano, cada vez mais fraco. Outro fator q aumentou a sensação de equilíbrio, foi a redução de 24 para 20 participantes (19 no caso desse último Mundial).
Com relação aos planos para a geração 93, esperamos q dessa vez saiam do papel. Em 2007, após o Mundial 87, foi feita uma reunião de avaliação em q várias coisas foram prometidas. Numa postagem de agosto/07 encontramos a seguinte frase: “Foi confirmada a pré-convocação de, a princípio, 30 atletas da faixa etária '91/92 (30 no masculino e 30 no feminino), para clínicas que deverão ser realizadas em novembro (já com orçamento aprovado), visando o início da preparação para o próximo ciclo júnior.” Infelizmente, nada disso saiu do nível das idéias. Ñ culpo o prof. Cabral, sei das melhores intenções dele com relação ao pólo, afinal, como costuma se dizer, “ñ é ele quem assina os cheques”. Mas algo me diz q o presidente Coaracy será muito mais generoso com a seleção 93. Só esperamos q esse empenho se perpetue nas gerações 95, 97, 99 etc. Aliás, o ideal seria começar desde já tb um monitoramento da geração 95, já visando 2012 e 2013. Em 2012, junto com a seleção 95, se começaria o mesmo trabalho com a geração 97, e assim sucessivamente.
Para finalizar, ñ concordo com quem coloca a responsabilidade pela situação atual do pólo brasileiro apenas nos dirigentes. Acho q todos (técnicos, atletas) tem sua parcela de responsabilidade. Obviamente, quem detém o poder, quem decide as políticas e os investimentos do pólo brasileiro, tem uma parcela bem maior de responsabilidade, mas todos têm q fazer a sua parte, sem ficar esperando q a situação ideal caia do céu.
Abs.
espero que nesta proposta dos treinadores sejam lembrados atletas fora do eixo rio-sp, afinal, quanto menor a idade, menor a disparidade. aqui mesmo no ceará, temos atletas 93 que disputaram o brasileiro sub-19 deste ano aí no Rio! nosso time só tinha um atleta com 19 anos! caso nós consiguemos participar de outro brasileiro ano que vem, o time será o mesmo!
abs.
Parabens a comissao tecnica e aos atletas pelo excelente resultado, apesar de ter sorte de cair em um grupo menos difícil.
Agora é muito triste e revoltante o Sr. Cabral insistir que o problema são os atletas preguiçosos, que não treinam.
Quero ver ele convencer os atletas da Sel. Adulto a treinar 5 horas por dia como profissionais e receber como amadores, já sei a resposta: "os correios não nos repassou a verba, mais pelo menos a viagem e a hospedagem está garantida" e assim os atletas irão treinar todos felizes e contentes.
Parabens Angelo e Tiaguinho por tirarem leite de pedra.
Gostaria de aproveitar a discussão aberta em torno do Mundial Jr para apresentar minha opinião aos membros deste respeitado blog e ao prof. Cabral.
Gostaria que, como bem disse o Sr. Sergio, essas fases de preparação e treinamento também fossem oferecidas às meninas 93.
Vimos, ao final desse Mundial Jr, a diferença de tratamento oferecido às diferentes seleções, masculina e feminina, estampadas pelo excelente resultado conquistado pela masculina e o pífio resultado da feminina.
Muitos são os fatores que levaram a essa diferença de performance, mas posso destacar com bastante clareza alguns:
- o menor período de treinamento – os meninos treinaram mais algumas semanas, o que faz bastante diferença;
- a falta de treinamento internacional – somente a comissão técnica masculina se preocupou em fazer amistosos durante o mundial. Talvez a Croácia tenha menos atrativos turísticos a conhecer;
- a falta de entrosamento da comissão técnica – falta conversa entre os membros da comissão técnica. É nítida a afinação, conforme cita o prof. José Werner, entre os membros da comissão técnica masculina. Já não podemos dizer o mesmo na feminina;
- a distribuição de vagas – foram distribuídas vagas para filhos e sobrinhos de técnicos, ex-técnicos, ex-atletas e diretores;
- a falta de uma pré-convocação efetiva, com treinamentos dirigidos e observação de novos talentos – não houve pré-convocação feminina, pois a escalação já havia sido decidida antes do período convocatório, em um acordo político da comissão técnica, tendo sido montada uma pré-convocação fake para as atletas;
- a falta de preparação física – não houve a presença do preparador físico no momento da preparação das atletas, embora este tenha ido à Rússia.
Então, caso esse processo de monitoramento prévio dos atletas seja também estendido às meninas, como motivar as atletas a se esforçarem em uma fase pré-convocatória longa, de quase um ano, sabendo-se que a distribuição das vagas se dará por critérios políticos, como foi feito pela atual (e talvez futura) comissão técnica?
Abraços,
Jefferson Ricardo
um campeonato sub-19 acaba de ser cancelado no Rio porque os atletas não estavam treinando......
Pedro Carlos
talvez o Sr Cabral tenha tocado na ferida e tem muita gente reclamando. cancelam competição por falta de atleta treinando. os tecnicos vivem reclamando que atleta não aparece pra treinar mas quando alguem fala a verdade todo mundo se ofende, acorda polo!!!parabéns a turma que representou o Brasil.
Pedro Paulo
Senhor Pedro Paulo, o que aconteceu não foi de os jogadores não estarem treinados ou não. O problema que o jogador Guilherme Almeida do Flamengo estava suspenso por um tempo por ter se desentendido com o juiz, Com isso, sem o melhor jogador do Flamengo, por estar suspenso não jogaria, ficaria evidente que o Flamengo perderia então o técnico decidiu tirar o time do campeonato.
Então só restariam Botafogo, Fluminense e Tijuca. Um campeonato com 3 times, queriam que fosse um torneio, mais o Botafogo se recusou querendo campeonato, com isso os times se retiraram e acabou o campeonato.
Marcos Aurélio
Algumas considerações sobre o que foi escrito acima:
1-Como árbitro do Brasil no Mundial Júnior Feminino na Rússia,e a bem da verdade,posso assegurar que nenhum preparador físico foi ao campeonato.A Comissão Técnica foi formada pelos 2 treinadores,1 médico e uma acompanhante feminina,além da chefe de delegação e eu;
2-O próximo Mundial Júnior repetirá a idade desse ano,o que configura um estímulo às atletas que foram e às que ficaram(para treinarem mais e melhor)e uma meta a ser traçada pela Comissão Técnica junto com a CBDA para que o feminino se aproxime do êxito obtido pelo masculino(desde que treinem de verdade e encarem a preparação como um meio para melhorarem seus próprios resultados no campeonato e não como uma viagem à passeio);
3-Seleção não é lugar para aprender,é lugar para aprimorar o que os atletas trazem de seus clubes.Aí aqueles que tiveram um bom trabalho de base vão se sobressair.A base está nos clubes e é lá que deve ser feito o verdadeiro treinamento,com os respectivos técnicos em sintonia com os objetivos das seleções e não ao contrário.
Para quem ainda não acredita, a CBDA,através do Ricardo Cabral,está trabalhando para melhorar o nível do nosso esporte,com total apoio do Coaracy,QUE ELEGEU O PÓLO AQUÁTICO COMO PRIORIDADE PARA OS JOGOS OLÍMPICOS DE 2012.
Prof.José Werner(árbitro CBDA/FINA).
Vela lembrar que a seleção perdeu na 1° fase para a hingria de 14 x 4.
muito boa a descculpa do sr.marcos aurelio. os atletas estão treinando muito.01 atleta ta suspenso e os outros nao jogam (meio estranho).outro quer torneio e nao campeonato. qual é a diferença já que o importante e os atletas jogarem. talvez deva ser para o botafogo nao ser campeao e levar taça eficiencia...e tem gente que acha que todo o problema do polo tá lá no andar de cima. vistam as carapuças e comecem por dar treino e fazer os atletas realmente treinarem. ir a piscina bater uma bolinha e jogar um coleta é uma boa atividade fisica mas muito longe ainda de dizer que é treino....acorda polo !!!!!
Pedro Paulo
O Brasil tem um Monte ( e o unico que eu conheço é o da FARJ... RSRsRsrsrsrssssssssssss )de analistas e comentaristas de que ? 10ºcolocado ? derrotas com diferença de muitos gols ? nenhuma condição de treinamento para os técnicos ? que se diga de passagem são verdadeiros milagrosos !
Não vamos tampar o sol com peneira ! vamos sim é viabilizar uma condição melhor de treinamento e jogos amistosos internacionais , para que nossa seleção possa representar sim dignamente o nosso pais !
Não esquecendo de dá uma boa ajuda de custo aos atletas ,possam se dedicar com total tranquilidade.
J.Guimaraes
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