O presidente do Pro Recco, Gabriele Volpi (foto: waterpoloweb), planeja renovar e remoçar a equipe do Recco já para a próxima temporada, visando cumprir a meta de, em 2013, ano do centenário do clube, ostentar 8 Euro Ligas na sala de troféus (o Recco possui 5), batendo o recorde do Mladost, da Croácia, detentor de 7 Euro Ligas.Choro italiano – Se os italianos dão show no quesito administração, o mesmo não se pode dizer da esportividade. Inconformados com a derrota para o Primorac, que segundo palavras do site waterpoloweb, “não faz parte dos grandes nomes da aristocracia aquapolista européia” (comentário, aliás, que revela todo elitismo e preconceito que têm impedido o polo aquático de crescer para além da Europa Central), os italianos derramaram críticas a tudo e a todos. Sobraram acusações contra os ábitros, contra o técnico do Primorac (“um ex-centro de pouca classe”), contra a torcida montenegrina que “xingou o Recco em italiano”, e até mesmo contra a Federação Italiana que não enviou nenhum representante a Rijeka. Nas reportagens sobre a final foram fartas as frases tais como: “O Primorac renunciou ao polo aquático e jogou feio, sujo e na maldade”; “contra o Kotor o ‘verdadeiro’ Recco teria vencido fácil, e um Recco ‘normal’ haveria simplesmente vencido”. Ou declaraçõoes do tipo: “Isto não é polo aquático”, proferida por Eraldo Pizzo, manager do Recco. Até mesmo o craque húngaro Kasas entrou no clima e afirmou que “o Recco perdeu para si próprio” e que “aquilo era luta aquática e não polo”.
Quem teve a oportunidade de assistir a partida, viu um time super motivado, jogando a partida “da vida”, contra um esquadrão superior tecnicamente, mas que parece ter sido surpreendido pela disposição do adversário. Talvez, o que os italianos devessem examinar com mais cuidado é porque nenhum jogador italiano (com exceção do goleiro Tempesti) é citado na descrição dos lances principais do jogo, quando só estrangeiros marcaram os gols do Recco.
Bom, de qualquer forma, o choro é livre.
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