quinta-feira, 13 de março de 2008

A quem interessa reportagens como essa?

São tantas as questões levantadas pela matéria do Lance!, e são tantos os aspectos passíveis de abordagem, que se nos entregássemos a devaneios subjetivos provavelmente ficaríamos discutindo os mesmos assuntos até o ano que vem. Por isso, vamos nos limitar a levantar certos dados objetivos para enriquecer a discussão e corrigir algumas informações apressadas e mal interpretadas pelo jornalista. Reiteramos que não temos vínculo algum com nenhuma instituição e/ou pessoas, portanto, o fato de certos nomes aparecerem nos dados por nós levantados, deve-se, exclusivamente, ao teor da matéria do Lance!. É natural que o Fluminense, que é o centro da matéria, acabe sendo o clube contemplado com o levantamento dos dados, contudo, afirmamos, mais uma vez, que o foco do nosso levantamento não é, de forma alguma, o Fluminense, instituição que respeitamos e na qual possuímos vários amigos, e sim a análise leviana do jornalista.

1. O que primeiro nos chamou a atenção, foi o fato dessa matéria ter o mesmo teor e a mesma estrutura de um longo comentário que nos foi enviado dias atrás. Como de costume, era mais um comentário anônimo. Parece que os salvadores e moralizadores do pólo aquático brasileiro simplesmente não conseguem mostrar a cara, acreditamos que seja por pura timidez (ou será que haveria alguma outra explicação?).

2. É de se estranhar que a mídia de um modo geral (diário Lance!, inclusive), nunca dê o menor espaço para o pólo aquático. Nada, nenhuma notícia sobre os campeonatos, os clubes e até mesmo as seleções brasileiras merece ser publicada, seja em edições de papel, seja em edições eletrônicas (exceção, justiça seja feita, ao trabalho de Eduardo Vieira com o pólo aquático feminino no Jornal dos Sports). É mais fácil ganhar na mega-sena do que achar algum resultado de jogo, de campeonato ou algum comentário técnico sobre pólo aquático na mídia brasileira. No entanto, quando se trata de polêmicas, o espaço é garantido (mesmo assim, apenas certas polêmicas, pois há anos que a comunidade aquapolista levanta diversas questões gravíssimas a respeito do pólo aquático, que não recebem a menor atenção por parte da mídia esportiva).

3. O jornalista Marcelo Pires, como bom profissional, deveria ser mais claro com relação a fonte de suas informações, pois não nos lembramos de tê-lo visto em nenhum jogo de campeonato, nem em nenhum treino da seleção, aliás, todos gratuitos e abertos. Portanto, duvidamos de seu conhecimento acerca do pólo aquático brasileiro e, consequentemente, de suas análises.

4. Com relação a não convocação de jogadores do Fluminense, a informação não é de todo correta, uma vez que faziam parte da pré-convocação (boletim 11/2008 da CBDA) os jogadores Rodrigo “Shalom” Santos (que pediu dispensa), Roberto Marques e César Queiroz, que acabaram cortados junto com jogadores do Paulistano, Botafogo, Guanabara, Flamengo, Hebraica, Tijuca e Pinheiros. Isso sem contar que durante os treinamentos da seleção, o Fluminense contratou Gabriel e Bernardo Reis, do Botafogo, o que, entre outras coisas, serve para mostrar que a hegemonia do Fluminense não é tão avassaladora assim, senão, qual a necessidade de contratar jogadores de outros clubes?

5. A matéria dá a entender, a quem não conhece, ou não acompanha o pólo aquático brasileiro, que o 9º lugar no Pré-Olímpico e a não conquista da vaga para Pequim, foi um fato novo e surpreendente, que fugiu a nossa realidade e que deveu-se, exclusivamente, a escolha de determinados jogadores por parte da comissão técnica. Com relação a isso, gostaríamos de recordar os resultados recentes obtidos pela seleção brasileira com o grupo de jogadores que o jornalista reclama a presença:

- o Brasil disputou o Mundial 2003, terminando na 13ª colocação.

- o Brasil disputou o Pré-Olímpico de 2004, em pleno Rio de Janeiro, e nem os resultados e nem a classificação final foram muito diferentes dos de agora. O Brasil também não foi a Olimpíada de Atenas 2004.

- o Brasil disputou o Pré-Mundial de 2005 no México e, mesmo o Canadá não tendo disputado vaga por ter sido a sede do Mundial 2005, a seleção brasileira não conseguiu a vaga, perdendo em duas oportunidades para Cuba. Durante esse Pré-Mundial, inclusive, um dos atletas brasileiros (do Fluminense) agrediu um árbitro espanhol na beira da piscina.

- no Pré-Mundial de 2006, no Rio de Janeiro, já com a atual comissão técnica, o Brasil perdeu duas vezes para o Canadá e também não foi ao Mundial 2007.

- o Brasil participou de 5 edições da Liga Mundial, tendo disputado 39 jogos, com 39 derrotas.

Vejam bem, não estamos com isso, querendo diminuir o valor dos atletas, pelo contrário, reconhecemos o esforço e a qualidade de todos eles, que lutam para defender da melhor maneira possível o nome do pólo aquático brasileiro, porém, há muitos anos, independente dos atletas e das comissões técnicas, que os resultados do pólo aquático brasileiro são medíocres. Querer, agora, dizer que o problema do Brasil é a atual comissão técnica e os atuais jogadores, ou é falta de conhecimento ou é má-fé.

6. Também com relação as conquistas do Fluminense, a forma com que os resultados foram apresentados esconde algumas deformações. Que o Fluminense é o principal clube do pólo aquático brasileiro, isso não há a menor dúvida. È um dos mais tradicionais e, de longe, com mais conquistas. Porém, faltou dizer que em muitas dessas conquistas recentes que o jornalista enumerou, o Fluminense contou com a participação de jogadores estrangeiros, muitos deles de ponta. Nos últimos anos, argentinos, norte-americanos, canadenses, espanhóis e italianos tiveram a honra de vestir a touca do Fluminense e colaboraram (legitimamente) para as conquistas. Em 2006, por exemplo, o Fluminense chegou a contar em sua equipe com Ivan Pérez (seleção espanhola), Guillermo Molina (seleção espanhola), Leonardo Sottani (seleção italiana), Nathaniel Miller (seleção canadense), sem esquecer do brasileiro Kiko Perrone (seleção espanhola). De forma alguma isso desmerece os títulos conquistados pelo Fluminense, mas é um dado importante que foi omitido pelo jornalista. Da mesma forma, com relação a temporada passada, Fluminense e Pinheiros se enfrentaram 4 vezes, com 2 vitórias para cada lado. O Fluminense venceu a Taça Brasil e a Taça Correios (1ª fase do Troféu João Havelange), em ambas as ocasiões derrotando o Pinheiros, e o Pinheiros venceu o João Havelange, derrotando o Fluminense na final. As equipes se cruzaram, ainda, na 1ª fase da Taça Correios, com vitória do Pinheiros.

A cada fracasso das seleções brasileiras (e, infelizmente, eles são constantes) aparecem os “denunciadores de plantão”, apontando o dedo para os “culpados”. Foi assim com a comissão técnica que esteve à frente da seleção entre 2001 e 2006, e está sendo assim agora. Com isso, as discussões que realmente interessam, quais sejam, sobre a estrutura do pólo aquático brasileiro e sobre a escolha e a implantação de um modelo de desenvolvimento, ficam sempre esquecidas. Afinal, a quem interessa reportagens como essa?

4 comentários:

Emir disse...

Pessoal, parabéns pela análise da matéria publicada hoje no Lance! Matéria, no meu entender, muito tendenciosa e que não leva a nada.

Anônimo disse...

Tendo em vista o belo trabalho realizado pelo BLOG TOUCA 14 e o alto número de apaixonados pelo pólo que acessam e tem informações atráves do blog, gostaria também de discordar e mostrar algumas questões que me parecem meio obscuras no modo com que vocês abordaram toda essa polêmica matéria sobre a "estranha renovação" da seleção.

Num país democrático é de se admirar que algo que vá contra a opinião dos responsáveis por esse blog seja apontado como "tendencioso".
Assim como você pode achar tendecioso o conteúdo da matéria do "Lance", eu posso considerar parcial ou tendencioso os seus comentários a respeito desse assunto.
No meu ponto de vista, seus argumentos para sustentar suas opiniões são, no mínimo, distorcidos e fogem do foco da matéria.

Para começar, o FLUMINENSE não se considera com uma "hegemonia avassaladora" como foi dito, muito longe disso, apenas não se considera com uma inferioridade avassaladora em relaçao às equipes dos técnicos da seleção - que possuem 7(ECP) e 3(GB) jogadores entres os 17 (que fazem parte do grupo que recebe) - a ponto de não possuir nenhum atleta entre os 17 relacionados.
Você que se diz bem informado ao dizer que 3 atletas do Flu foram convocados, deveria saber que entre os 17 não tem de fato nenhum atleta que representou a equipe do Fluminense no ano passado (os dois atletas que fazem parte da seleção foram transferidos apenas há algumas semanas). Equipe essa que não teve uma "hegemonia avassaladora" no ano passado, mas que obteve resultados suficientemente bons para não se ter ZERO jogadores na seleção.

Ao tentar diminuir o mérito dos títulos conquistados com a ajuda de estrangeiros, você também esquece de dizer que dos 20 títulos conquistados por essa equipe nos últimos 11 anos, 17 deles foram sem estrangeiros. Deve-se lembrar que outras equipes também já foram campeãs com estrangeiros (como o Botafogo em duas ocasiões), e que em outra ocasião (em Curitiba 2006) Paulistano e Botafogo tiveram campeões olímpicos em seus plantéis, e o Fluminense se empenhou da mesma forma para tentar vencer e acabou conseguindo o título mesmo jogando com uma equipe desfalcada, renovada e sem estrangeiros. Em outra ocasião perdeu o título para uma equipe com estrangeiros, e nem por isso desmereceu o mérito do adversário.

Não entendo o porquê das suas dúvidas em relações às fontes do jornalista. A matéria contém algumas opiniões mas, de modo geral, foi baseada em fatos. Falou-se de número de convocados por equipes, idade dos jogadores na renovação, clubes dos atletas e desempenhos e títulos de equipes. Coisas que são fatos reais, sem interpretações. Realmente teve um erro no número de atletas da equipe do ECP, que na verdade são 7 e não 10, mas que em geral não muda a gravidade das disparidades. Assim como você errou ao questionar e lembrar a pré-convocação de 3 atletas do Flu, quando a matéria se referia a lista final dos 17.

Por fim, colocar os resultados de equipes anteriores para justificar seus argumentos não é procedente.
Não está em questão os resultados obtidos anteriormente. Todos sabemos que há pelo menos 40 anos o pólo brasileiro está estagnado e, na média os resultados têm sido os mesmos. Dependendo da geração você tem resultados levemente melhores ou piores, mas que de modo geral são equivalentes. Dentro da sua notória imparcialidade você ressaltou os piores resultados mas poderia ter ressaltado os melhores. Mas no final das contas isso não importa, porque, como já disse antes, o Brasil está estagnado há décadas e os resultados variam muito pouco, o que é muito triste.
Mas o que tem que ser levado em consideração é que sempre, independente dos resultados obtidos ou do grau de dificludade dos campeonatos, tem que haver a consciência do mérito. O justo é que se premie e que se valorize os melhores atletas e que sempre se tente formar a melhor seleção possível (ou que se faça um renovação que valha para todos) baseada em méritos desportivos e não em interesses bairristas, clubísticos e pessoais.
Todos os resultados que você citou realmente estão longe do que esperamos para o pólo brasileiro, mas pelo menos por parte da comissão técnica havia a dignidade de tentar formar a melhor equipe possível, baseando-se em desempenhos esportivos e não em preferências pessoais e de clube. E é a falta dessa dignidade que foi o foco da matéria. Nada além disso. Não está em questão qualidade de jogadores, equipes, resultados, nem nada disso. O que está em questão é a falta de transparência nos critérios de convocação (e RENOVAÇÃO!!?!!!) em todo esse episódio.

Isso posto, acho que antes de você acusar alguma matéria ou repórter de tendencioso, você deveria se perguntar se você não está sendo um pouco tendencioso. Se você não está considerando a sua opinião como sendo superior à dos outros.
Tenho certeza que uma grande parte da comunidade do pólo aquático achou a matéria absolutamente pertinente e que as colocações do blog é que foram altamente tendenciosas. Assim como há pessoas que concordam com suas idéias e seus pontos de vista.
Portanto, respeite para ser respeitado. Pense bem antes de acusar os outros de ser tendencioso.

E só para finalizar, não é verdade que vocês não têm vínculos com instituições e/ou pessoas. Todos nós que participamos do pólo temos nossos vínculos. Se você for pai de atleta de um clube (como do Gb, por exemplo), é natural que você se identifique com as pessoas e profissionais do clube . E dá para ver, pelo teor de seus comentários, que você não é um exemplo de imparcialidade. O que é até compreensível.

Espero que considerem esse pequeno texto como uma manifestação democrática e que não gere mais polêmica. Cada um tem suas opiniões e temos que saber conviver com elas de forma civilizada e democrática.

Atenciosamente

Luís Rafael Crouz Martins
Coordenador de Esportes Aquáticos do Fluminense Football Club

Anônimo disse...

Caro Luís Rafael,

As opiniões apresentadas na postagem “A quem interessa reportagens como essa?”, expressam o pensamento conjunto dos colaboradores do Touca 14. Porém, como fui eu que redigi o texto, respondo às suas observações em meu nome.
Em primeiro lugar, pediria um pouco mais de atenção na leitura e interpretação do texto, certas observações não encontram respaldo no que foi escrito por mim. Por exemplo, em nenhum momento o texto afirma que o FLUMINENSE considera ter uma hegemonia avassaladora. Essa impressão é decalcada da matéria do sr. Marcello Pires, não apenas pela enumeração das conquistas recentes do Flu realizada por ele, mas também pelo fato de, em determinado momento, ele estabelecer um paralelo com o futebol, comparando o Fluminense com o São Paulo, campeão brasileiro de 2007 de forma avassaladora, com 7 rodadas de antecedência, e o Guanabara com o América de Natal, rebaixado para a Série B. Aliás, lendo com atenção, é possível perceber que TODAS as observações do meu texto têm como alvo as CONCLUSÕES do sr. Pires, e não o Fluminense ou mesmo as opiniões dos jogadores citados na matéria do Lance!.
Com relação a estar bem informado, venho esclarecer que a pré-convocação não foi de 17 jogadores, mas de 33 (volto a citar boletim 11-08, disponível no site da CBDA). Na pré-convocação, portanto, encontravam-se 3 atletas do Fluminense (Rodrigo Santos, Roberto Marques e César Queiroz). Logo de cara, essa pré-convocação sofreu alterações por pedidos de dispensa, como foi o caso do Felipe Franco (BFR), devido a compromissos com estudo e trabalho, Lucas Carlos (CRF) que estava viajando, Rodrigo Santos (FFC), por motivos de trabalho e estudo, Roberto Marques (FFC), que, muito honestamente, afirmou que não esperava a convocação agora e, como não vinha treinando, achou melhor declinar da convocação, além de outros casos que não cabe mencionar agora. O Fluminense, portanto, além de ter 3 jogadores pré-convocados, ficou com um jogador no grupo até o último corte (Céasr Queiroz), cerca de 10 dias antes da viagem.
Em nenhum momento meu texto tenta diminuir o mérito dos títulos do Fluminense. Recordando o que foi escrito: nos últimos anos o Fluminense contou de forma LEGÍTIMA com a presença de craques estrangeiros em muitas de suas conquistas. Sinceramente, não entendo porque algumas pessoas ligadas ao Fluminense ficam tão aborrecidas quando isso é mencionado, parece até que se sentem culpados com isso. Tirando o choro de perdedor (que também faz parte), o sentimento das outras equipes é mais de inveja e admiração do que qualquer outra coisa. Todo mundo, se pudesse, também traria estrangeiros para suas equipes, infelizmente, isso não tem sido possível para a maioria. Agora, isso é um FATO, e digo mais, FATO RELEVANTE, por que omiti-lo? Se os casos do Botafogo e do Paulistano não foram citados, foi exclusivamente porque eles não foram mencionados na matéria do sr. Pires, mas toda vez que se comenta o título do Botafogo no João Havelange de 2005 (e não em 2006), a presença dos dois estrangeiros é lembrada, até porque eles foram decisivos naquela conquista. Parabéns ao Ique, ao Ângelo e ao Botafogo!
Com relação ao sr. Pires, o que se questionou foi o fato de ele fazer afirmações peremptórias sem nunca ter acompanhado de perto o pólo aquático brasileiro. Ele nunca foi visto em jogo algum mas, mesmo assim, faz certas afirmações categóricas. Como? Afinal, de quem são as opiniões expressas por ele? São dele mesmo? Com que base? Por sinal, ele próprio admitiu isso em e-mail enviado para nós, cito a seguir um trecho: “eu sou humilde o suficiente pra dizer que o pólo aquático não é um esporte que domino ou tenho condições de avaliar tecnicamente, realmente essa não é minha praia”.
Mais uma vez, insisto para que o meu texto seja lido com um pouco mais de acuidade. A reportagem do sr. Pires dá a entender que o fracasso do Brasil no Pré-Olímpico da Romênia foi um fato novo, como se esses resultados não fossem comuns no pólo aquático brasileiro. Nesse sentido, é obvio que os resultados anteriores contam. Com diferentes comissões técnicas, jogadores e dirigentes os resultados do pólo brasileiro têm sido medíocres há anos. Quem lê a reportagem do Lance! tem a impressão que só começamos a perder agora, com esses jogadores e com essa comissão técnica.O levantamento dos resultados anteriores (os piores, sim, pois o que se estava abordando eram os maus resultados do Brasil) tem por objetivo corrigir essa injustiça. De novo recorro ao meu texto: em nenhum momento jogadores ou comissões técnicas anteriores foram acusados pelos maus resultados do pólo brasileiro, pelo contrário, fiz questão de enaltecer a dedicação e o esforço de todos. Quanto as suas críticas aos critérios de convocação e a renovação da seleção, ou a falta de dignidade da atual comissão técnica, eu as respeito, mas não cabe a mim comentá-las, sugiro que sejam enviadas a quem é de competência
A matéria do sr. Pires foi tendenciosa sim, em primeiro lugar pelo próprio fato de ele tirar conclusões de um assunto que ele mesmo admite que não domina e, pior ainda, por fazer acusações e não procurar as pessoas acusadas para ouvir suas versões. Não existe palavra melhor para esse procedimento do que TENDENCIOSO. E não adianta vir com a desculpa de que tentou ouvir os acusados mas não conseguiu. Então, que adiasse a publicação da matéria até conseguir ouvir todos ou, caso não fosse possível, citasse na matéria que tentou localizar os envolvidos mas não conseguiu e que o espaço para as respostas se encontra aberto, como fazem todos os grandes veículos de comunicação. Ele se contentou apenas com a opinião do sr. Cabral, mesmo assim, reduzida a 3 linhas. No meu texto, não faço nenhuma análise subjetiva nem acuso ninguém, apenas aponto dados objetivos, a interpretação cabe a quem ler. Ao levantar os resultados recentes da seleção, não aponto culpados, nem faço observações técnicas. Ao citar a presença de estrangeiros no Flu, não digo que é certo ou errado, resumindo, não tiro conclusões, apenas exponho certos dados e deixo as conclusões para quem os lê. Ademais, não faltei com respeito com ninguém, as observações que fiz por respeito a metodologia do jornalista, encaminhei a ele e o mesmo me respondeu admitindo algumas escorregadas.
Para encerrar, não tenho vínculo nenhum com instituições e/ou pessoas do pólo aquático. Meu filho treina no Guanabara, como já treinou no Tijuca e, se um dia eu achar mais conveniente, pode treinar no Flu, no Fla, no Bota, no Pinheiros etc. Não sou sócio do clube onde meu filho treina, não participo de nenhuma decisão, seja administrativa, seja esportiva. Da mesma forma, meu relacionamento com as pessoas envolvidas no pólo resume-se a conversas na beira da piscina, não tenho nenhum vínculo profissional ou pessoal com ninguém. Me dou muito bem com o pessoal do Guanabara (Paulo Rogério, Polegar, Zé Carlos), assim como com o pessoal do Tijuca (Crivella, Hall, Rubens, a grande maioria dos pais), do Flamengo (Solon, Paulinho, Canetti, Luiz Carlos), do Botafogo (Ângelo, Brasília), do Pinheiros (Betão), do Paulistano (Lyns, Mala), do Fluminense (a família Moraes, Carlinhos e a Cris), assim como com os dirigentse e árbitros. Não são relações pessoais, não conheço as pessoas suficientemente bem para defender ou acusá-las de nada, se tratam de relações sociais apenas. Se nós não nos conhecemos pessoalmente e nunca tivemos a possibilidade de bater um papo foi, unicamente, por falta de oportunidade.
Volto a reiterar que o Touca 14 está sempre aberto a opiniões, sejam quais forem, de pessoas que tenham a hombridade de defender suas idéias abertamente. Não temos nenhum problema com críticas, basta se identificar, como foi o seu caso.
Abs.,
Clodoaldo Lino

Touca 14 WP Blog disse...

O comentário acima do Clodoado, apenas demonstra o que o TOUCA14 defende: o pólo aquático e seus atletas e ser contra manipulações e grupos que desejam o poder, não para o crescimento do pólo aquático e sim somente pelo poder.