quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Coluna do Luís Fernando

O pólo aquático brasileiro passou por mudanças neste começo de ano. No tocante, as seleções brasileiras, observamos um ínicio de renovação, principalmente na seleção masculina, pela extrema necessidade de se dar oportunidades a novos jogadores e iniciar-se um processo de tentarmos voltar pelo menos ao Campeonato Mundial, não de 2009 e sim o de 2011. Para depois voltar a disputar uma Olimpíada, quem sabe a Rio 2016, portanto 22 anos depois de Los Angeles.

No cenário internacional, como bem nos informa o nosso colaborador Clodoado, existe no meio do pólo aquático uma percepção da necessidade deste crescer pelo mundo todo, não ficando limitada a parte da Europa. E também, como todos nós sabemos deixar de ficar dependente da LEN, mais até que da sua representante máxima a FINA. O último exemplo do excessivo viés europeu foi a renúncia das seleções africanas em participar dos Jogos Olímpicos de Pequim, imediatamente essas vagas foram incorporadas aos Torneios Pré-Olímpicos e certamente ficarão com equipes européias.
E a notícia mais importante na minha opinião foi a declaração do presidente da ADIDAS Herbert Hainer: " A empresa, a segunda mais forte do mundo,irá redirecionar os seus investimentos após os Jogos de Pequim. Hoje a Adidas só não investe em um esporte olímpico: a equitação. mas a idéia que será definida a partir de outubro deste ano e a princípio der posta em prática em 2009 será centralizar esforços em esportes mais rentáveis, com retorno mais garantido. E acrescenta: " Disse que é bom esportes olímpicos sem retorno midiático abrirem os olhos."
Isso nos faz refletir se no âmbito nacional vale a pena temos apenas duas equipes fortes e com isso não atrair mídia, transmissão por televisão e público para os jogos de pólo aquático. Lembro que o último Campeonato Brasileiro Adulto Masculino na piscina da Escola Naval não tinha nem 100 pessoas, sendo que todas estavam envolvidas diretamente em laços afetivos com jogadores e técnicos. Adianta termos uma vitória de Pirro, com somente um ou dois times ganhando anos e anos e com isso cada vez mais o pólo aquático se tornar cada mais restrito e não conhecido. Senhores deixem de lado os projetos pessoais e lutemos pelo bem do Pólo Aquático Nacional.
No âmbito nacional, nos parece que já temos o futuro presidente da CBDA, que conforme já é motivo de rádio piscina a muito tempo será o ex-nadador Gustavo Borges no lugar do atutal Presidente Coracy Nunes que está na presidência desde 1988, conforme entrevista dada por ele no Jornal Lance. Esperamos sinceramente que Gustavo Borges oriundo do Esporte Clube Pinheiros veja com mais objetividade e profissionalismo o pólo aquático e esperamos que retire a CBDA da condição de ré dos Tribunais Internacionais.

E não querendo mais apimentar o debate sobre o caso Sottani foi divulgado na mídia, que a Inglaterra em busca de ser quarto lugar nas Olimpíadas de Londres de 2012, através da Federação Inglesa de Lutas (antiga Luta Greco-Romana) iniciou um projeto de atração para mudança de nacionalidade de lutadores da Bulgária e outros países do Leste Europeu, berço e onde vivem os melhores lutadores do mundo. O que chama a atenção é que para adquirir a nacionalidade inglesa, o atleta estrangeiro tem que ter "VISTO DE PERMANÊNCIA (residência) por cinco anos, antes de solicitar a naturalização. Mas essa "política" está sendo contestada pelo próprio Governo Inglês, pois é, nem sempre o que achamos que é legal e correto, é moralmente certo.




2 comentários:

Anônimo disse...

So para reforçar este comentario, as condições do polo feminino nacional e´um desastre ver o ultimo artigo do Eduardo Viera no site www.poloaquatico.com.br

Anônimo disse...

Quando vai ser a nova posse do presidente?