quarta-feira, 4 de julho de 2007

Laços de família

Seleção húngara, campeã Olímpica, Atenas 2004. Foto: waterpolo legends

O correspondente húngaro do site prowaterpolo, Agota Cseri, publicou duas matérias intituladas: Laços de família: pais e filhos, irmãos na piscina, em que ele apresenta algumas famílias “tradicionais” do atual pólo aquático húngaro. Taí uma boa idéia para repetirmos aqui no Brasil. Vamos começar um levantamento para apresentarmos algumas das Famílias do Pólo Aquático Brasileiro. Por enquanto, vamos ficando com a tradução das matéria de Agota, que nos ajudam a conhecer um pouco mais esse fantástico pólo aquático húngaro.

1. Família Szivos
Três gerações de jogadores de pólo aquático com habilidades únicas. O avô, Istvan Szivos foi duas vezes campeão Olímpico (Helsinque 1952; Melbourne 1956) e foi jogador da seleção nacional por 17 anos. Seu filho Istvan Szivos Junior, participou de quatro Olimpíadas, ganhou um ouro (Montreal, 1976), uma prata (Munique, 1972) e uma medalha de bronze (Moscou, 1980). E o neto, Marton Szivos, jogador da seleção masculina húngara, agora treina para a sua primeira Olimpíada. O interessante é que tanto o avô quanto o pai jogavam no centro, mas Marton prefere jogar na ala direita (apesar dele também ser eficiente no centro, se você duvida, assista ao jogo Nova Zelândia e Hungria, Melbourne 2007).

2. Família Kasas
Zoltan Kasas e Tamas Kasas... pai e filho e eles também são muito parecidos. O pai, Zoltan, ganhou a medalha de prata Olímpica em Munique, 1972 e foi campeão mundial em 1973. Ele foi treinador do time húngaro Vasas e também trabalhou na Grécia (Olympiakos Piraeus). Desde 1997 ele é o braço-direito de Denes Kemeny na seleção masculina da Hungria. Seu filho, Tamas, é um jogador único na história do pólo aquático húngaro – ele venceu tudo que existe no pólo aquático (Olimpíadas, Campeonaonato Mundial, Campeonato Europeu, Copa do Mundo etc.), menos uma coisa: ele nunca venceu um campeonato húngaro... até agora. Tamas é um clássico jogador polivalente e ele joga na Itália já há alguns anos. Um dado interessante: Zoltan era canhoto, mas Tamas é destro.

3. Família Steinmetz
Janos Steinmetz (pai), Barnabas Steinmetz e Adam Steinmetz (filhos). Janos foi um grande goleiro da seleção húngara, e ganhou um Campeonato Europeu (1977) e uma medalha de bronze Olímpica (!968). E viu seus dois filhos ganharem o ouro Olímpico: Barnabas (2000 e 2004) e Adam (2004). Os dois irmãos agora jogam juntos na equipe húngara do Vasas. Barnabas também jogou com Kasas na Itália (Posillipo). Adam é conhecido como um dos melhores e mais fortes centros da Hungria. O pai deles vivenciou o que apenas poucos conseguem: seus dois filhos campeões Olímpicos em Atenas. Infelizmente ele não pôde continuar a acompanhar o progresso dos filhos pois faleceu repentinamente esse ano, no mesmo dia em que Barnabas e Adam estavam prestes a jogar sua primeira partida de quartas-de-final da Euro Liga contra o Jug Dubrovnik. Barnabas e Adam marcaram três gols cada um e o Vasas venceu. Eles também alcançaram o que seu pai mais queria, se tornaram campeões húngaros juntos em 2007.

4. Irmãos Varga
Quatro irmãos... todos jogadores de pólo aquático mas apenas dois jogam em nível de clubes e seleção. Daniel e Denes. Eles são dois dos principais jogadores do Vasas. Daniel, o mais velho, é um clássico jogador polivalente. Em 2006 ele foi convidado a jogar a Tom Head Cup e recebeu o prêmio de MVP. Seu irmão, Denes, é um dos mais talentosos jogadores da nova geração húngara. Ele tem tudo que caracteriza o pólo aquático húngaro: é insolente, imprevisível e cheio de improvisações. Segundo especialistas, ele possui uma técnica de perna única, que é impossível de ser aprendida. Desde 2006 os dois irmãos Varga fazem parte da seleção húngara e o maior desejo deles é alcançar o topo do pódio.

5. Família Kemeny
Ferenc Kemeny (pai e avô), Denes Kemeny (seu filho e pai de três rapazes). Ferenc Kemeny (conhecido como “Fecso ba” no meio do pólo aquático), foi goleiro, e hoje é o diretor da seleção juvenil, tendo conquistado várias medalhas. Ele revelou vários jogadores talentosos, incluindo um dos seus favoritos: Tamas Kasas. Denes Kemeny é o treinador da seleção húngara há mais de dez anos e venceu tudo o que é possível no pólo aquático internacional, mas apenas como treinador. Como jogador, Denes foi centro, mas nunca disputou nenhum torneio internacional com a seleção húngara. Antes de retornar a Hungria, em 1997, ele foi treinador na Itália (Como). E os garotos Kemeny: Kristof, Viktor e Mark. Os dois adolescentes, Kristof e Viktor, jogam pólo aquático. Kristof é o mais velho e já deixou sua marca na Liga Nacional. Viktor segue os passos do pai, joga pólo aquático e quer estudar veterinária. Mark, o mais novo, bem... ele só tem um ano de idade, vamos aguardar.

E quem sabe o que os laços de família nos reservam para o futuro. A maioria dos campeões olímpicos já é pai. A Hungria pode ter mais uma geração de craques do pólo aquático. Tal pai, tal filho. Ou, tal pai, tal filha.

Um comentário:

Unknown disse...

Sugestão

Acho que começar pelos Perrones seria muito legal.
Como o pai chegou na piscina, se ele já fazia oque indicava para os filhos, e se estes já seguiam desde pequenos as sugestões de por ex ficarem até o fim do treino do adulto para poderem jogar 5 minutos com eles. Sabemos que deu muito certo, vide os filhos, mas qual foi o caminho ...

Cristina