Bom dia amigos. O nome Vladímir Maiakóvski lembra alguma coisa pra vocês? Não, ele não foi um atleta de pólo aquático, ele foi um poeta russo que nasceu em 1893 e suicidou-se em 1930. Poeta de grande influência numa época de grandes transformações na Rússia, Maiakóvski era irreverente e incompreendido pela maioria, fosse ela burguesa ou não. Ele escreveu diversas poesias e dentre elas, lhe foi atribuída por Eduardo Alves da Costa esta: "Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada."
Posteriormente, outros se inspiraram nestas estrofes e escreveram algo parecido, mas nada tão original.
Vocês devem estar se perguntando o que isto tem a ver com o pólo aquático, certo? Bem, depois do que pudemos presenciar neste último final de semana tem tudo a ver. O descaso retratado na nossa última matéria é prova mais do que suficiente de que os dirigentes não dão ao pólo a atenção devida e, se não forem tomadas medidas URGENTES, o pólo irá sucumbir. Não são só os dirigentes que têm que se mobilizar, são principalmente, técnicos e atletas. Vocês fazem o pólo aquático, cabe a vocês se mobilizarem e lutarem por mudanças. Não deixem que lhes seja "arrancada a voz da garganta", não deixem que o medo lhes tire a coragem de enfrentar o desafio de fazer com que o pólo sobreviva em condições dignas. Ninguém está pedindo para que o pólo seja o esporte mais popular do Brasil, mas para que ele seja digno para àqueles que o praticam. Façam alguma coisa enquanto há tempo, porque depois... NÃO PODERÃO DIZER NADA.
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