Mais uma vez, de forma gentil e prestativa, o prof. Ricardo Cabral responde sem demora nossas colocações, de novo com argumentos consistentes de quem tem o conhecimento da causa.
Caro Clodoaldo,
Em primeiro lugar, quero parabenizá-lo por sua opiniões as quais você sustenta com muita propriedade. Quando me refiro à uma politica assistencialista, me refiro à uma postura acomodada de ficar esperando que os outros resolvam nossos problemas.
É claro que a FINA deveria ter um programa para o desenvolvimento do pólo aquático mundial, levando nosso esporte além das fronteiras do Velho Mundo.
Participei de uma discussão nesse sentido no Mundial de Montreal e, a principal questão, era descobrir a melhor forma de se fazer isso.
Alguma inciativas sempre existiram. Entretanto, ineficazes para atingir os objetivos pretendidos. Entre elas estão a realização de Clínicas Técnicas e a criação da Liga Mundial.
Na verdade, o que nós do Terceiro Mundo precisamos é jogar com os melhores. Somente estando entre os melhores é que subiremos nosso nível. Acredito, sim, que esse é o grande desafio. Como fazer os países afastados do grande centro, estarem permanentemente em contato com os melhores.
Só o dinheiro resolve? Não sei. Um exemplo é o Japão que possui uma das melhores economias do mundo, possui uma excelente política esportiva e há anos tenta e não consegue nada. O Canadá, só agora, após algumas mudanças internas conseguiu ocupar um lugar ao sol no segundo escalão do pólo mundial.
Analogamente, temos aqui no Brasil, o mesmo problema. Enquanto não "diminuirmos" a distância geográfica que separa o eixo Rio-São Paulo das demais regiões do País, o pólo aquático não terá o desenvolvimento que pretendemos.
Continuo achando, assim como você, que o pólo aquático é um produto que deve se melhorado no sentido de atrair mais consumidores. Como você bem disse, é a Lei do Mercado. Por isso fiz uma crítica ao jogo transmitido pela televisão que continua aquém das expectativas.
Costumo dizer que não existe um culpado para o nosso pólo encontrar-se na situação que está. Temos, sim, vários responsáveis por isso que passam pelos dirigentes, atletas, árbitros, técnicos e assistentes diretos.
Quanto a criação da WPD, a FINA essa semana, emitiu uma nota oficial à todas as suas Filiadas, alertando sobre a criação da WPD e ao mesmo tempo não reconhecendo tal entidade e orientando o não envolvimento das Federações Internacionais filiadas.
Como você pode ver, existe uma distância muito grande que separa o discurso da prática.
Um abraço
Ricardo Cabral
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